A iluminação da via de ligação entre os distritos de Sousas e Joaquim Egídio, iniciada em meados de setembro pela CPFL Energia, ao contrário do que poderia parecer, divide opiniões dos moradores dos distritos. Se por um lado o argumento dos que defendem é de que a via iluminada garantirá segurança aos que nela trafegam durante a noite, os que discordam destacam que a iluminação poderá fazer com que motoristas que passam pelo local aumentem a velocidade de seus veículos, proporcionando, assim, maior risco aos pedestres. E, ainda, que a iluminação poderá atrair para o local, novos empreendimentos imobiliários contribuindo para conturbar ainda mais as condições dos já esgotados distritos no quesito trânsito e estrutura.
Na avaliação do subprefeito de Joaquim Egídio, Marcelo Duarte da Conceição, o trecho iluminado só trará benefícios, já que pela via circula durante a noite um bom número de estudantes e de professores da escola de Joaquim, alguns deles, inclusive, moradores de Sousas. Já uma moradora do loteamento Colinas do Ermitage, situado nas proximidades da área, e que prefere não ter seu nome divulgado, teme que a iluminação faça com que a velocidade de muitos veículos naquele trecho aumente, o que pode causar danos a ele próprio e a quem, por ventura, esteja trafegando por aquela região. “É constante ouvir de minha casa brecadas intensas no trecho. Se já é assim, imagine como será depois da iluminação”?, indaga.
O fato é que segundo previsões da subprefeitura do distrito, os trabalhos de instalação de postes e de lâmpadas devem estar concluídos até meados do mês de outubro. E, além disso, a via contará, em suas laterais, com defensas para evitar acidentes de carro. A aquisição e instalação das defensas ficarão por conta do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), do governo estadual. Já a instalação dos postes, das lâmpadas e ligação da energia elétrica que iluminará a via é de responsabilidade da CPFL.





