Nome sugerido é de fotógrafo conhecido por retratar as lutas do povo brasileiro
A câmara de Campinas avalia hoje o veto ao novo nome para o Museu da Imagem e do Som (MIS). O projeto de lei vetado, de autoria do vereador Gustavo Petta (PCdoB), sugere que o museu receba o nome de João Zinclar, fotógrafo da cidade morto no início do ano.
A questão é polêmica desde que o projeto passou a tramitar na Câmara. A equipe do museu se mostra contrária a iniciativa. Já movimentos sindicais e de esquerda são a favor da homenagem a Zinclar, conhecido como fotógrafo dos movimentos sociais. A proposta foi aprovada por unanimidade pelos vereadores e barrada pelo prefeito Jonas Donizette. O executivo se comprometeu a encontrar outro lugar para receber o nome do fotógrafo.
Na sessão de hoje, Petta deve ir a tribuna e fazer a defesa de seu projeto. A justificativa que ele deve usar é a de que a homenagem é justa e importante para Campinas, pois o fotógrafo se dedicou a registrar e documentar, nas últimas três décadas, as lutas do povo brasileiro.
O líder do governo na Câmara, Rafa Zimbaldi (PP), diz que a orientação do governo é a de manter o veto. Zimbaldi afirma que Petta não fez requerimento para o Executivo avaliar se o espaço já tinha nome ou se poderia receber outra nomeação, o que não é o trâmite natural.
Zinclar
João Zinclar foi metalúrgico e durante o período de 1990 a 1996 integrou a direção do sindicado da categoria em Campinas. Foi militante filiado do PCdoB até 1996. Lançou, em 2009, o livro fotográfico O Rio São Francisco e as Águas no Sertão, que é um registro da cultura do povo ribeirinho e sua luta em defesa do rio. O trabalho é resultado dos cinco anos em que o fotógrafo percorreu as margens do Rio São Francisco. Zinclar morreu em janeiro deste ano, quando voltava de um trabalho em Ipatinga (MG) e o ônibus em que ele viajava foi atingido por um caminhão que vinha no sentido contrário a pista.




