
Aproximadamente 10 patos sumiram do rio Atibaia, próximo ao Clube do Remo, nas últimas semanas, segundo informou o presidente da Associação do Remo, Rubens de Godoy.
O caso vem acontecendo há mais de dois anos, mas recentemente um garoto aparentando de 13 a 14 anos foi visto saindo do rio com dois patos dentro de uma sacola.
Uma das hipóteses levantada por Godoy é que as aves estão sendo comercializadas pelos usuários de drogas, já que a carne de ganso é excelente para consumo humano. Ele afirma ainda, que a caça é feita com uma vara de anzol, lançado no rio para atrair as aves e depois capturá-las.
Moradores e autoridades do meio ambiente asseguram que não têm notícias de alguém que tenha tentado comercializar os gansos. Outra hipótese levantada é que produtores estão capturando os animais para sua comercialização no mercado de carne.
Só neste final de semana que passou, foi percebida uma evasão de mais cinco aves, o que aumenta para quase 15 o número de aves caçadas do rio Atibaia.
Os patos
Fontes de carne nutritiva e saborosa, as carnes de aves são saborosas, de textura leve e preparo fácil, são consumidas em larga escala nos quatro cantos do planeta. Os patos têm custo de manutenção barato, oferecem bom retorno de vendas e não exigem grandes investimentos. Os patos têm bom rendimento de carne e também fornecem ovos nutritivos para consumo.
A diferença entre o consumo de carne de pato na Europa e no Brasil é gritante. Enquanto o brasileiro consome 21 gramas em média, por ano, o europeu consome dois quilos. O consumo tímido revela um potencial para a carne de pato no mercado interno. As vendas dobraram de 2009 para 2010. Com cerca de 45 dias, as aves estão prontas para o abate.
O consumo de carne de pato era uma constante ao longo de todo o período do Brasil colonial. Era comum naquela época um jogo que consistia em abater um pato amarrado a um toco de pau, decepando-lhe a cabeça em troca de uma premiação. A pessoa que errasse o golpe pagava o pato para a pessoa que o acertasse. Daí nasceu a expressão muito em uso hoje em dia: pagar o pato.




