REPRESAS AJUDAM A CONTER ENCHENTES EM SÃO PAULO

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As chuvas fortes das últimas semanas elevaram a quantidade de água
 armazenada em várias represas de São Paulo, especialmente as do sistema
 Cantareira.

 A quantidade de água contida nas represas, em dezembro de 2009 e nos
 primeiros dias de janeiro, é excepcional, e, em um dos casos (represa
 Jaguari) é a maior ocorrida nos últimos 70 anos.

 A água represada nos reservatórios tem ajudado a minimizar os efeitos das
 chuvas em muitas cidades, evitando inundações mais severas nas regiões
 ribeirinhas.

 O caso mais significativo é o das represas Atibainha e Cachoeira que, na
 última quinta-feira, recebiam 50 m³ por segundo de água dos rios que as
 formam e retinham cerca de 70% desse volume de água, deixando passar
 apenas 14 m³ por segundo para o rio Atibaia.

 A operação das represas obedece a normas técnicas e legais da Agência
 Nacional de Águas e do Departamento de Águas do Estado de São Paulo. A
 Sabesp reitera o seu compromisso de, no limite da segurança, continuar
 usando a capacidade de armazenamento dos reservatórios para minimizar os
 efeitos das fortes chuvas que estão causando inundações em várias partes
 do Brasil. Para isso está monitorando em tempo real a chegada de água às
 represas (pelas chuvas e rios que as formam) e as vazões necessárias.

 O Governo do Estado mobilizou a defesa civil e está convocando as
 prefeituras e as defesas civis municipais das regiões atingidas para
 atender a população afetada pelas enchentes.

 A Sabesp, de forma preventiva, e antevendo o período de chuvas, tomou a
 iniciativa de realizar, em setembro de 2009, exercícios de simulação do
 descarregamento de represas em quatro sistemas que abastecem a Região
 Metropolitana de São Paulo: Cantareira, Guarapiranga, Alto Tietê e Rio
 Grande. Os objetivos foram: avaliar a operação dos equipamentos de
 controle de cheias e o fluxo de comunicação entre os órgãos envolvidos no
 caso de descarregamento. Participaram da simulação a Defesa Civil do
 Estado e dos municípios envolvidos, as prefeituras e a Emae (Empresa
 Metropolitana de Águas e Energia S.A.), esta última apenas no Sistema
 Guarapiranga.

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