Ponte Preta aposta em folha enxuta para desafiar rivais mais ricos

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A estreia oficial acontece no domingo, contra o Corinthians, na Neo Química Arena, em jogo com torcida única. Foto Divulgação X

Diretoria descarta salários fora da realidade e prioriza equilíbrio financeiro na temporada

Para enfrentar os desafios do Campeonato Paulista, da Série B do Brasileirão e da Copa do Brasil, a Ponte Preta definiu que não seguirá o ritmo inflacionado do mercado da bola. A diretoria decidiu montar um elenco com folha salarial de baixo valor, mesmo sabendo que terá pela frente clubes com poder financeiro muito superior. A estratégia passa por evitar riscos, manter salários em dia e buscar competitividade com criatividade e gestão.

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O vice-presidente e diretor de futebol Marco Eberlin afirma que a Ponte tem capacidade de atrair jogadores experientes, inclusive de Séries A e B, mas esbarra nos valores praticados atualmente. Segundo ele, atletas de nível intermediário da segunda divisão chegam a pedir salários considerados inviáveis para a realidade do clube. A avaliação interna é de que aceitar esse padrão levaria, inevitavelmente, a novos atrasos salariais e desequilíbrio financeiro.

A estreia oficial acontece no domingo, contra o Corinthians, na Neo Química Arena, em jogo com torcida única. Foto Divulgação X

Mesmo uma folha mensal entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão, incluindo atletas e comissão técnica, é vista como insustentável. No cálculo da diretoria, o custo anual ultrapassaria R$ 18 milhões, enquanto a soma das cotas de televisão do Paulista e do Brasileiro não alcança esse valor. O cenário reforça a necessidade de buscar jogadores menos conhecidos do grande público, mas que possam render esportivamente dentro do orçamento disponível.

A aposta da Ponte Preta é que o mercado volte a patamares mais realistas nos próximos anos. Internamente, há a leitura de que clubes estão recorrendo a empréstimos bancários, antecipações e acordos com empresários para sustentar folhas salariais elevadas, prática considerada arriscada e insustentável a médio prazo. A diretoria avalia que o problema não é credibilidade, mas a decisão de não assumir compromissos que o clube não pode honrar.

A experiência recente pesa nessa escolha. Em uma passagem pela Série C, a Ponte chegou a manter uma das maiores folhas da competição, com custo mensal de R$ 1,4 milhão. O modelo ruiu quando as contas foram bloqueadas para atender a cobranças judiciais de credores, interrompendo o planejamento esportivo e financeiro ainda no meio da temporada.

Na atual pré-temporada, o clube anunciou até agora o meia Cristiano, o atacante Herbert e o goleiro Thiago Coelho. Outros reforços já acertados ainda aguardam apresentação oficial. A comissão técnica segue trabalhando com elenco em formação, priorizando ajustes físicos e táticos.

A estreia oficial acontece no domingo, contra o Corinthians, na Neo Química Arena, em jogo com torcida única. Em preparação, a Ponte Preta realizou jogo-treino e venceu a Internacional de Limeira por 1 a 0, com gol de Jeh, dando os primeiros sinais do time que pretende competir apostando mais em organização do que em investimento alto.

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