PF prende dono do Banco Master em operação que investiga esquema bilionário com títulos falsos

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De acordo com os investigadores, além da suspeita de gestão fraudulenta, o inquérito reúne indícios de lavagem de dinheiro, manipulação de mercado, corrupção, ameaças e até invasão de dispositivos informáticos. Foto Divulgação Banco Master

Banqueiro e ex-pastor é alvo de prisão preventiva em nova fase da Compliance Zero

De acordo com os investigadores, além da suspeita de gestão fraudulenta, o inquérito reúne indícios de lavagem de dinheiro, manipulação de mercado, corrupção, ameaças e até invasão de dispositivos informáticos. Foto Divulgação Banco Master

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (4), em São Paulo, o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsificados no mercado. A prisão preventiva foi autorizada pela Justiça e o empresário foi encaminhado à Superintendência da PF na capital paulista, onde permanece à disposição das autoridades.

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Segundo as investigações, o grupo sob apuração teria estruturado operações financeiras baseadas na comercialização de papéis considerados irregulares ou inexistentes, com potencial de causar prejuízos expressivos a investidores e impacto no sistema financeiro. A ofensiva desta quarta-feira amplia as diligências iniciadas nas fases anteriores da operação, que já havia mirado executivos e operadores ligados ao mercado de crédito estruturado.

De acordo com os investigadores, além da suspeita de gestão fraudulenta, o inquérito reúne indícios de lavagem de dinheiro, manipulação de mercado, corrupção, ameaças e até invasão de dispositivos informáticos. O nome “Compliance Zero” faz alusão à suposta fragilidade — ou inexistência — de mecanismos internos de controle e auditoria nas estruturas analisadas, o que teria permitido a movimentação de ativos considerados fraudulentos.

A Justiça também determinou medidas cautelares contra outros investigados, incluindo a imposição de tornozeleiras eletrônicas. Um segundo mandado de prisão foi expedido e segue em cumprimento em São Paulo, mas o alvo ainda não foi localizado até o momento.

O caso chama atenção pelo porte do Banco Master no mercado financeiro e pelo alcance das operações investigadas, que, segundo apuração preliminar, envolvem cifras bilionárias. A Polícia Federal informou que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências. Até a última atualização, a defesa de Daniel Vorcaro não havia se manifestado publicamente.

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