Trecho no km 7 da rodovia volta a ceder e governo promete início das intervenções “nos próximos dias”
O governo do Estado de São Paulo afirmou que as obras de drenagem no trecho da Rodovia Jornalista Aguirre Proença (SP-101) que voltou a afundar em Hortolândia devem começar “nos próximos dias”, após autorização técnica e administrativa para intervenção no ponto crítico localizado no km 7, no sentido Campinas, região marcada por alagamentos recorrentes e histórico de acidentes.
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A liberação foi anunciada após a Secretaria de Parcerias em Investimentos receber e validar os estudos técnicos apresentados pela concessionária responsável pela rodovia. Segundo o governo estadual, o material foi considerado suficiente para autorizar o início das obras, que também já foram formalmente incluídas como prioridade após a conclusão dos trâmites junto à Agência de Transporte do Estado.

Histórico de falhas e disputa de responsabilidades
Na segunda-feira, o afundamento voltou a surgir no quilômetro 7, na região do Jardim Nossa Senhora de Lourdes, sobre o córrego que corta o bairro. O local já havia passado por intervenções paliativas e segue apresentando problemas estruturais, principalmente em períodos de chuva. Com o aumento do fluxo de veículos por causa da volta às aulas, motoristas passaram a relatar risco elevado no trecho, onde o desnível obriga freadas bruscas e manobras perigosas.
Equipes da concessionária foram acionadas para um reparo emergencial no asfalto, mas moradores afirmam que soluções semelhantes adotadas no fim do ano passado não resolveram o problema. O ponto crítico também é conhecido pelos alagamentos frequentes, que já resultaram em uma morte registrada em novembro, quando uma jovem foi arrastada pela enxurrada ao tentar sair do carro.
Após o episódio, a Prefeitura de Hortolândia promoveu reuniões com representantes do Estado, da concessionária e da empresa ferroviária que atravessa a área para cobrar uma solução definitiva. O município sustenta que, desde 2004, solicita a ampliação da galeria pluvial sob a rodovia, considerada insuficiente para o volume de água do córrego.
Com a concessão da SP-101, a obra deixou de ser executada diretamente pelo antigo gestor estadual das rodovias e passou a depender de ajustes contratuais. A concessionária argumenta que há uma ação judicial em andamento que ainda atribui a responsabilidade ao órgão estadual e que a intervenção não estava prevista originalmente no contrato. Para viabilizar a obra definitiva, foi necessário iniciar um processo formal de inclusão de investimento e reequilíbrio contratual, agora autorizado pelo governo paulista.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), a concessionária informou que as tratativas com o poder concedente avançaram e que os procedimentos para execução das obras no km 7 da SP-101 estão em fase final, com expectativa de início em curto prazo.




