
Universidade pediu reforço da segurança em Niterói após mensagens divulgadas em redes sociais; PF também investiga incêndio na UFPE, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
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A Universidade Federal Fluminense (UFF) acionou a Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (7), após receber denúncias de ameaças de incêndio contra a instituição e de agressões a estudantes durante manifestações políticas. As mensagens circularam em aplicativos de mensagens e redes sociais e, segundo a universidade, colocaram em alerta a segurança da comunidade acadêmica e a proteção do patrimônio público, em Niterói (RJ).
Em nota oficial, a UFF informou que encaminhou o material às autoridades competentes para investigação. A instituição também solicitou à Secretaria de Gestão Integrada de Niterói o reforço da segurança nos campi e acionou a Superintendência de Operações e Manutenção para intensificar as medidas preventivas.
“A UFF acompanha a apuração em articulação com os órgãos responsáveis e permanece à disposição para colaborar integralmente com as investigações”, informou a universidade, que afirmou manter atenção à situação para proteger estudantes, servidores e instalações.
O reitor em exercício, Fabio Passos, declarou, em vídeo publicado nas redes sociais, que as ameaças começaram na quarta-feira (7). Segundo ele, estudantes vinham realizando manifestações pacíficas relacionadas ao cenário eleitoral. “Nossos estudantes têm feito manifestações pacíficas sobre a situação eleitoral atual e fazem essas manifestações dentro do direito constitucional”, afirmou.
Até as informações divulgadas pela universidade, não havia indicação de que os autores das mensagens tivessem sido identificados ou de que as ameaças tivessem resultado em ataques. A investigação deverá apurar a origem dos conteúdos, a autoria e a eventual existência de planejamento para a prática de crimes.
Incêndio na Universidade Federal de Pernambuco
Em outro caso envolvendo uma instituição federal de ensino, a Polícia Federal abriu investigação sobre um incêndio de grandes proporções que atingiu a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na noite de quarta-feira (7).
Segundo a PF, o inquérito tem como objetivo apurar as circunstâncias do incêndio e suas possíveis causas. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, estimou os prejuízos em aproximadamente R$ 100 milhões.
Os dois episódios envolvem universidades federais, mas não há, nas informações divulgadas, elementos que permitam estabelecer uma relação entre as ameaças recebidas pela UFF e o incêndio na UFPE. As causas do incêndio e a autoria das ameaças dependem de apuração pelas autoridades competentes.
Violência política já deixou mortos e feridos no Brasil
O assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, em julho de 2022, em Foz do Iguaçu (PR), tornou-se um dos casos mais emblemáticos de violência política no país. O policial penal Jorge Guaranho, apoiador do então presidente Jair Bolsonaro (PL), invadiu a festa de aniversário de 50 anos de Arruda, que tinha decoração do PT, e atirou contra o aniversariante.
Outros episódios registrados naquele período incluíram o assassinato de Benedito Cardoso dos Santos, em Mato Grosso, após uma discussão política com Rafael Silva de Oliveira, que confessou o crime, segundo a cobertura jornalística da época. Os casos integram o histórico de violência política que marcou o período eleitoral de 2022.


