
Vitória dos democratas no Congresso norte-americano enfraquece moeda dos Estados Unidos no mercado internacional. Ibovespa interrompe seis pregões consecutivos de queda, enquanto investidores acompanham decisão do Banco Central sobre a taxa Selic
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O dólar fechou em queda de 0,64%, cotado a R$ 5,451, nesta quarta-feira (4), enquanto a Bolsa de Valores brasileira avançou 1,23%, aos 167.563,47 pontos. O movimento foi influenciado pela vitória dos democratas nas eleições legislativas dos Estados Unidos, que conquistaram o controle do Senado e da Câmara dos Representantes, impondo uma derrota política ao presidente Donald Trump e enfraquecendo a moeda norte-americana nos mercados internacionais.
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Mercado reage ao resultado eleitoral nos Estados Unidos
A mudança na composição do Congresso norte-americano alterou as expectativas dos investidores sobre os próximos movimentos da política econômica dos Estados Unidos. Com os democratas assumindo a maioria nas duas Casas legislativas, Trump terá maior dificuldade para aprovar projetos e implementar sua agenda nos dois últimos anos de mandato.
O resultado eleitoral também reduziu a percepção de risco de mudanças bruscas na condução da política econômica norte-americana. A reação foi percebida no mercado internacional, com a desvalorização do dólar diante de outras moedas e a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.
O índice DXY, que acompanha o desempenho da moeda norte-americana em relação a uma cesta de moedas internacionais, recuou 0,2%, para 101,520 pontos. Esse movimento favoreceu moedas de países emergentes, incluindo o real brasileiro.
No Brasil, entretanto, a valorização da moeda nacional encontrou limites nas preocupações dos investidores com a situação fiscal, as contas públicas e as incertezas sobre a condução da política econômica do próximo governo.
Durante o pregão, o dólar chegou a atingir R$ 5,498, por volta das 13h30. Na segunda metade da sessão, porém, a moeda perdeu força e encerrou o dia em terreno negativo. Foi a primeira queda depois de três sessões consecutivas de alta.
Bolsa interrompe seis sessões de perdas
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, avançou 1,23%, alcançando 167.563,47 pontos. A alta interrompeu uma sequência de seis pregões consecutivos de desvalorização e devolveu o índice ao patamar dos 167 mil pontos.
Na máxima da sessão, pouco antes das 14h, o indicador chegou a 167.986,37 pontos. A recuperação acompanhou o desempenho positivo dos mercados internacionais e a maior disposição dos investidores para assumir posições em ativos de risco.
Ações de bancos, da mineradora Vale e de outras empresas sensíveis às perspectivas de juros contribuíram para a valorização do índice.
Na direção contrária, os papéis da Petrobras registraram perdas significativas, acompanhando o recuo do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent, referência internacional para o setor, caiu 8,67%, encerrando negociado a US$ 94,62.
A forte desvalorização da commodity pressionou as ações das empresas petrolíferas e contrastou com o desempenho positivo de outros setores da Bolsa.
Decisão sobre juros também movimentou investidores
Outro fator acompanhado pelo mercado foi a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, responsável por definir a taxa básica de juros da economia brasileira.
O pregão terminou antes da divulgação oficial da decisão. A expectativa de parte dos investidores era pela manutenção da Selic em 13,75% ao ano, o que acabou sendo confirmado posteriormente pelo Banco Central.
A taxa Selic influencia diretamente o custo do crédito, o financiamento das empresas, o consumo das famílias e as decisões de investimento. Juros elevados tendem a encarecer empréstimos e financiamentos, além de favorecer aplicações de renda fixa.
A manutenção da taxa representa a continuidade de uma política monetária restritiva, enquanto o mercado acompanha os efeitos dos juros sobre a atividade econômica e a inflação.
Indicadores do pregão
No fechamento de quarta-feira (4), o dólar à vista ficou em R$ 5,451, com recuo de 0,64%. O Ibovespa terminou aos 167.563,47 pontos, em alta de 1,23%. O índice DXY caiu 0,2%, para 101,520 pontos, enquanto o petróleo Brent encerrou a US$ 94,62 por barril, com desvalorização de 8,67%.
O resultado do pregão evidencia a influência das decisões políticas e econômicas dos Estados Unidos sobre o mercado brasileiro. A recuperação da Bolsa e a queda do dólar ocorreram em meio à mudança no equilíbrio de forças do Congresso norte-americano, mas também foram acompanhadas pelas preocupações internas com as contas públicas e a política de juros.


