Método reduz a menos de 1% as chances de transmissão vertical e garante o direito de engravidar com segurança às mulheres soropositivas
A Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Programa Estadual de DST/AIDS-SP, iniciou o Programa de Reprodução Assistida para Soropositivos, iniciativa pioneira na rede pública do país. Em uma parceria com o Centro de Reprodução Assistida em Situações Especiais (CRASE) da Faculdade de Medicina do ABC, o serviço atenderá casais soropositivos e casais sorodiscordantes (em que uma das pessoas é soropositiva e a outra não).
O programa permitirá aos casais reduzirem ao máximo a chance de transmissão vertical ou mesmo de que ocorra infecção entre os parceiros. Na quase totalidade dos serviços de reprodução assistida no Brasil, o fato de ser portador de HIV é um critério de exclusão dos pacientes.
Nos casos de casais em que ambos são soropositivos, será realizada a inseminação artificial após a aplicação da técnica de lavagem de esperma. No caso em que o homem é soropositivo e a mulher, não, também é feita a inseminação artificial após a lavagem de esperma. Nos casais em que apenas a mulher é soropositiva é realizada a inseminação artificial.
“Queremos propiciar uma concepção segura, sem riscos de infecção do(a) parceiro(a) soronegativo no caso dos casais sorodiscordantes ou sem risco de re-infecção para casais onde ambos sejam soropositivos para o HIV”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DSTAids-SP.
Em todos os casos, o procedimento deverá ser realizado quando a carga viral dos pacientes estiver baixa ou indetectável. “Se uma mulher soropositiva quiser engravidar, ela deve ser informada sobre o melhor momento e os modos para que isso ocorra com os menores riscos”, disse Rosa Alencar Souza, do CRT. Uma gravidez programada permite, além da escolha do melhor momento clinico, uma adequação dos antiretrovirais prescritos, considerando o esquema mais adequado para a paciente e para a profilaxia da transmissão vertical.




