Wimbledon, na verdade, é o “nome fantasia” do All England Lawn Tennis and Croque Club (AELC). Uma agremiação com mais de 300 membros efetivos e que vai oferecer em 2012 mais de 16 milhões de libras (cerca de R$ 54 milhões) em prêmios em seus torneios. “Recebemos aqui cerca de 26 mil pessoas durante os campeonatos. Para a Olimpíada, a expectativa é que esse público supere 38 mil torcedores a cada dia de competição”, afirma Johnny Perkins, Relações Públicas do clube.
Além da consagrada quadra central, que tem capacidade para abrigar 17 mil torcedores, e a quadra número um, há outras 19 a disposição dos praticantes. Todas com piso de grama cortada a oito milímetros do solo. Além delas, há outras cinco indoor e mais 22 para treinamento. Tudo para suportar um ano intenso em campeonatos, que reúnem cerca de 450 mil pessoas em toda a temporada.
Para os frequentadores, há de lojas segmentadas e praças de alimentação. O paladar exigente do público requintado de Wimbledon nem sempre gosta do fast food. Caminhando com um funcionário do clube, fomos abordados por um torcedor que perguntava onde havia “comida de verdade”. Foi indicado um restaurante mais completo em outra área à esquerda da quadra central. O destaque fica para as barracas que vendem champagne, em frente à quadra central. Para celebrar a vitória do seu tenista favorito, basta comprar uma taça simples a 5,49 libras (cerca de R$ 16). Quem prefere uma boa garrafa paga 100 libras (aproximadamente R$ 315).
Terminado o torneio mais importante da temporada de grama do tênis mundial, hora de pensar nos Jogos Olímpicos. Johnny Perkins não fala sobre valores, mas diz que o principal trabalho na adaptação de Wimbledon para a Olimpíada é a identidade visual. “Temos que trocar as cores dos tapumes das quadras, trocar os relógios, que são de um outro patrocinador. Basicamente, a parte ‘cosmética’ do evento”, explica o relações públicas do AELC.
Para fazer parte desse mundo durante algumas horas não basta só pagar. É preciso ter sorte. Em torneios como o Grand Slam de Wimbledon, os interessados passam por um sorteio e só então podem comprar os ingressos. O ticket mais barato custa 17 libras (R$ 58) e pode ver os jogos sentados no chão da Hermann Hill, um morro gramado ao lado da quadra número 1 e que homenageia Tim Hermann (ex-número 1 do mundo). Já o mais caro é de 130 libras (aproximadamente R$ 450). Já para o torneio olímpico, a comercialização das entradas é de total responsabilidade do Comitê Organizador Local (LOCOG). Mas a Família Real já terá o seu espaço reservado. A quadra central de Wimbledon conta com o Royal Box, reservado para o príncipe William, Kate Middleton, a rainha Elizabeth II e amigos.
Fonte: Terra





