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quinta-feira, maio 14, 2026
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Ecoponto é transferido para entrada de bairro e irrita moradores

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Transferido para a entrada de bairro em setembro, o novo local do Ecoponto de Sousas causou irritação nos moradores da Vila Santana. Segundo relatos de quem vive por lá, o sentimento é de descontentamento geral e muita revolta. “Vão descarregar lixo onde já está abandonado”, ressalta o encarregado de açougue e morador Vlademir Franco Salgado, de 53 anos.

A bronca dos habitantes da Vila Santana com a subprefeitura do distrito é grande. “Não perguntaram para a gente. Só jogaram aqui, ninguém queria, não vai trazer nenhum benefício, só problema, sujeira, poeira, cheiro ruim e barulho todo dia”, comenta comerciante do bairro. Desde 2011 o Ecoponto funcionava ao lado da subprefeitura de Sousas e do rio Atibaia.

Salgado criticou a ação da subprefeitura e viu interesse político na mudança. “Tiraram de lá bem na época das eleições. Só para mostrar que tirou. E aí colocaram aqui. Por que não colocaram na porta do San Conrado? No Parque das Araucárias? Lá eles não mexem né?”. O Ecoponto já está aberto e em funcionamento na Rua Júlia Conceição Alves com a Dom Pedro II.

O descontentamento geral tem sido o assunto na Vila Santana. “Os moradores me procuram, falam pra gente fazer alguma coisa, um abaixo-assinado. Não é preciso, todo mundo sabe que ninguém gostou da mudança. Na frente de clube, onde passam crianças, de praça, de restaurante, erraram feio, não vai ajudar em nada o Ecoponto aqui”, frisa.

Outro ponto que o morador toca é o abandono do bairro, a má coleta de lixo comum e a falta de educação, conscientização e divulgação da subprefeitura quando se trata de lixo. “Aqui está tudo abandonado faz anos, às traças, como vai trazer pra cá? Tem que ficar pedindo para o caminhão de coleta pegar os lixos. Trouxeram caçambas, mas não explicaram nada”, relata.

A situação está tão caótica que os moradores “abraçaram” as praças da Vila Santana. Salgado cuida de uma há anos, onde plantou frutas e colocou lugares para as pessoas sentarem. “A verdade é essa, vieram descarregar lixo onde já tem lixo, onde já não é bem cuidado. O que vai acontecer? Só vai piorar. Não vamos descansar enquanto não tirarmos o Ecoponto daqui”.

Moradores teriam conseguido falar até com o prefeito Jonas Donizette (PSB) e teriam recebido como resposta que não existia nenhum outro lugar no Distrito de Sousas que pudesse receber o Ecoponto sem ferir as normas ambientais. O antigo local do Ecoponto é uma APA (Área de Proteção Ambiental) e, vizinho do rio, corria riscos de enchentes e perda de materiais.

O terreno ao lado da subprefeitura de Sousas que deveria ser um Ecopontofoi utilizado por anoscomo lixão a céu aberto. “Somos pobres, mas somos seres humanos, não merecemos esse descaso de conviver em um lugar que tem ratos e mau odor”, reclama Anitta Rodrigues, moradora.“Vi rato, corvo, vários bichos. Aqui vai ser a mesma coisa. No começo vai estar tudo certo e depois de um tempo vai virar um lixão igual no outro terreno”, finaliza Salgado.

Wander desconhece reclamações e defende mudança

O subprefeito de Sousas, Wander Villalba, disse desconhecer as reclamações e defendeu a mudança. “As pessoas pensam que é um lixão, mas existe um desconhecimento, é um apoio à sociedade. Só vai juntar se descartar o lixo em outro lugar”.O local servirá também para depósito de materiais de manutenção da subprefeitura, que também estava em APA.

Wander alegou que a mudança era necessária há anos. “O lugar antigo nem Ecoponto era, era um Ponto Verde, instalado desde 2011 em local de APA, do lado do rio, sujeito a enchentes. Não tinha condições,precisava mudar. Agora temos controle, só entram recicláveis e galharias e com fiscalização”.

Conforme informado pela subprefeitura, o terreno antigo foi reflorestado com o plantio de 215 mudas, sendo 35 de aroeira, 35 de coreutéria, 24 de ipê rosa, 20 de jequitibá rosa, 20 de pinheiro-bravo, 20 de oiti, 20 de ipê roxo, 20 de calicarpo, 15 de amora, 10 de paineira, 10 de pitanga e 10 de ipê amarelo.

A intenção agora, segundo o subprefeito, é educar a população. “Perdíamos muito tempo pegando os galhos jogados em lugares errados, em barrancos, nas ruas. Agora temos um local limpo, controlado, não há risco. Basta fazer o descarte corretamente”.

O que e quanto descartar de lixo no Ecoponto?

No Ecoponto, o limite de descarte por pessoa é de 1m³ de entulho, volume equivalente a 25% de uma caçamba ou a uma caixa d’água de mil litros.É permitido descartar resíduos recicláveis (de móveis e eletrodomésticos a plástico, papel) e galharias (restos de poda de árvores, galho).

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