Em 22 de junho, a Associação Paulista de Medicina (APM) promove novo debate ao vivo, por videoconferência, sobre novos aspectos dos Transtornos de Aprendizado. Desta vez o foco será disgrafia, disortografia e diagnóstico e transtornos psicopedagógicos.
Também entram na pauta os transtornos secundários do aprendizado, como os transtornos do apego reativo, de ansiedade de separação, de oposição à autoridade. Além de abordar os diagnósticos, os profissionais falarão sobre a orientação aos familiares.
Com início às 20h30, o debate acontece a partir da capital, 100% ao vivo para as cidades de Americana, Amparo, Andradina, Araraquara, Bauru, Botucatu, Campinas, Indaiatuba, Jaú, Marília, Osasco, Piracicaba, Franca, Presidente Prudente, Rio Claro, Santo André, Santos, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba, entre outras no estado de São Paulo.
Os pólos dessa ação de atualização científica são municípios com regionais da APM, que transmitirão em tempo real as palestras proferidas desde a sede da APM, na capital.
À frente do debate estará a psicopedagoga Ana Silvia Figueiral, além do psiquiatra Wimer Bottura Júnior, coordenador do evento e presidente do Comitê multidisciplinar de Adolescência da APM.
O debate é dirigido a médicos, educadores, psicólogos, psicopedadogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, fisioterapeutas, diretores de escolas e outros profissionais interessados, além do público em geral. Mesmo aqueles que não participaram da primeira fase poderão assistir a esta etapa, gratuitamente.
O objetivo é levar aos lugares mais distantes informações atualizadas sobre o tema, facilitando o diagnóstico e proporcionando aumento no número de casos tratados. Ao término da videoconferência, um espaço será aberto para discussão e dúvidas de todos os participantes de todos e quaisquer pontos de transmissão.
Transtornos de aprendizado
Os Transtornos do Aprendizado e os Transtornos Psiconeurofuncionais atingem cerca de 40% da população em idade escolar. Os principais transtornos de aprendizado, segundo a psicopedadoga Ana Silvia Figueiral, que falará sobre estes temas, são a dislexia – dificuldade na área da leitura, escrita e soletração, a discalculia – incapacidade de compreender e manipular números, e a disgrafia – alteração da escrita. São distúrbios que muitas vezes levam a criança a uma punição injusta, desmotivando-a ainda mais.
Um dos maiores contratempos, no entanto, é o déficit de atenção, com ou sem hiperatividade, que atinge cerca de 6% das crianças em idade escolar trazendo situações dramáticas para o portador e pessoas mais próximas quando não diagnosticado e tratado.
Suas principais características são a fácil distração e a impulsividade, acrescidas ou não da hiperatividade. As crianças portadoras do TDAH podem mostrar-se tranqüilas ou inquietas, mas invariavelmente sofrem com a dificuldade de concentração, que atrapalha a aprendizagem e é visível nas notas finais.
“Um transtorno de aprendizado não tratado é um dos principais motivos para a defasagem escolar. A partir desse ponto, o jovem fica inclinado a seguir o caminho do abandono, o que leva muito ao uso de drogas, à violência e à marginalidade”, alerta dr. Wimer Bottura Jr. “A atuação integrada entre educadores, psicólogos, psicopedagogos e médicos é fundamental na abordagem adequada. Precisamos chegar às crianças antes que os transtornos do aprendizado se transformem em problemas maiores”.
Videoconferência Transtornos de Aprendizado
Data: 22 de junho de 2009
Horário: 20h30




