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Os Geraldos fazem curta temporada no Teatro Municipal de Ribeirão

“Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico”, com direção de Gabriel Villela, será apresentado nos dias 18 e 19, com entrada franca.

 

 

O espetáculo “Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico”, do grupo Os Geraldos (Campinas), fará uma curta temporada no Teatro Municipal de Ribeirão Preto, nos dias 18 e 19 de junho, respectivamente, às 19 e às 18 horas. O evento é uma realização do SESC Ribeirão Preto e do Governo do Estado de São Paulo, por meio do Programa de Ação Cultural – Proac Direto. Os ingressos são gratuitos e poderão ser retirados na bilheteria da unidade do SESC, a partir de 14 de junho. 

A peça conta a história de três irmãs que vivem em Carinhanha, uma cidade do sertão baiano, às margens do Rio São Francisco. A mais nova das moças, às vésperas de seu noivado, apaixona-se por um viajante no porto, um acaso que muda o rumo de todas as personagens dessa história sobre a espera, o tempo e o amor. Com músicas tocadas e cantadas ao vivo, a obra trará canções da Música Popular Brasileira.

O texto é de Claudia Barral, dramaturga soteropolitana e um dos principais nomes da dramaturgia nacional, e direção de Gabriel Villela, diretor mineiro reconhecido nacional e internacionalmente como um dos maiores nomes do teatro brasileiro. O espetáculo já realizou uma temporada na cidade, no SESI Ribeirão Preto, em novembro de 2021, com quatro apresentações de casa cheia. Ainda em 2021, a peça também fez temporada no SESI de Itapetininga e, neste ano, iniciou sua circulação nacional no Festival de Curitiba, em abril, e na Mostra Tiradentes em Cena, em maio. Até o momento, o espetáculo já foi visto por cerca de 2800 pessoas.

A montagem reúne artistas que têm em comum o trabalho com o teatro popular: o diretor mineiro Gabriel Villela, com seu universo barroco, musical, colorido e popular; a dramaturga Claudia Barral, nascida em Salvador e inspirada pelas narrativas, poesias e culturas locais do sertão baiano; e o grupo do interior paulista Os Geraldos, cuja trajetória, de 14 anos, foi sempre traçada na cultura popular, realizando, com seus espetáculos, ampla circulação pelo Brasil principalmente das cidades pequenas – foram mais de 80 municípios, de nove estados brasileiros, além de três outros países: Argentina, Peru e Marrocos.

Gabriel Villela – que tem contribuição também na Música Popular Brasileira, com a direção de shows de Maria Bethânia, Milton Nascimento, Elba Ramalho e Ivete Sangalo – já dirigiu mais de 50 espetáculos teatrais, participando de várias edições do Festival de Curitiba, desde a primeira, com “A Vida é Sonho”, “Romeu e Julieta”, “Sua Incelença, Ricardo III”, dentre outras obras. Já trabalhou com artistas como Renata Sorrah, Laura Cardoso, Beatriz Segall, Walderez de Barros, Marcello Antony, Regina Duarte, Thiago Lacerda, entre outros grandes nomes das artes cênicas nacionais. Já recebeu Prêmios Molière, Sharp, Shell, Troféus Mambembe, Troféus APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), Prêmios APETESP (Associação de Produtores de Espetáculos Teatrais de São Paulo), Prêmios PANAMCO, Zilka Salaberry, além de dezenas de premiações internacionais, como no Festival Theater Der Welt in Dresden (Alemanha), Word State Festival, em Toronto (Canadá), “Globe to Globe”, no Shakespeare`s Globe Theatre (Londres, Inglaterra), dentre outros. Sua poética e produção artística estão registrados no livro “Imaginai! O teatro de Gabriel Villela”, de Dib Carneiro Neto e Rodrigo Audi, lançado em 2017 e vencedor, na categoria de livro de arte, do Prêmio Jabuti 2018. 

Em mais de 30 anos de trajetória profissional, é a primeira vez que Villela dirige um espetáculo no interior paulista, levando a Campinas profissionais como Babaya Morais, de Belo Horizonte (MG), Francesca Della Monica, de Florença (Itália), e Everton Gennari, de Birigui (SP), que trabalharam a espacialização e antropologia da voz, o assistente de figurinos e adereços José Rosa, de Caculé (BA), e os assistentes de direção Zé Gui Bueno e Ivan Andrade, de São Paulo. Andrade é parceiro de criação de Villela em outras obras e segue carreira de diretor.

A atriz Paula Guerreiro, que faz parte do elenco, conta que são mais de trinta pessoas diretamente envolvidas na realização do projeto: além dos 13 atores que estão em cena e da equipe que acompanha Villela, ainda há produtores, artistas gráficos e a parceria com restaurantes da cidade, com o Hotel Vitória Newport e com a Azul Linhas Aéreas. “É um projeto importante para o Estado de São Paulo, por democratizar o acesso a uma obra da dramaturga Claudia Barral, em parceria com Os Geraldos e Villela, em cidades para além do circuito tradicional, eixo Rio-São Paulo, e por propiciar uma celebração do teatro popular brasileiro, nesse encontro com a linguagem mineira, barroca e circense de Gabriel, lembrando que o Velho Chico, ao qual a peça faz homenagem, passa no quintal do diretor”, declara Guerreiro.

 

Serviço

  • Espetáculo “Cordel do Amor sem Fim – ou A Flor do Chico”
  • Datas: Sábado (18/06), às 19 horas, e domingo (19/06) às 18 horas.
  • Local: Teatro Municipal – Ribeirão Preto-SP
  • Entrada Franca

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