Em meio à crise que toma conta do mercado financeiro global, os Estados Unidos anunciaram a manutenção da taxa de juros em 2% ao ano. A medida trouxe uma aparente calmaria aos mercados brasileiro e norte-americano, cujas bolsas reverteram à queda ao longo do dia e fecharam com alta de 1,68% (IBovespa) e 1,29% (Dow Jones), respectivamente.
Na opinião do professor phd da FIAP, Marcos Crivelaro, uma diminuição da taxa de juros não alteraria o cenário, mas seria uma forma de mostrar ao investidor que o governo americano está utilizando todas as ferramentas para conter a crise. “Uma ligeira redução teria um efeito psicológico benéfico para ajudar a combater esse Tsunami financeiro e a recuperação de hoje poderia ser maior ainda. A situação é muito grave e deve continuar por tempo indeterminado”, afirma.
Segundo Crivelaro, apesar de o Brasil estar com a economia mais estável, a fuga de capitais será inevitável. “O investidor está tirando dinheiro dos mercados emergentes para cobrir prejuízos causados pela crise americana. O clima ainda é de incerteza, mas para quem tem ações na bolsa, é hora – mais do que nunca – de ser paciente”, analisa o professor.
Crise: Pânico nas bolsas deve continuar, afirma especialista
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