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sexta-feira, fevereiro 27, 2026
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A responsabilidade social empresarial vai virar questão estratégica

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Na primeira fase de sua história, a responsabilidade social empresarial ocorria basicamente como uma reação de empresas às pressões exercidas pela sociedade, como no caso de campanhas feitas por organizações não-governamentais em defesa do meio ambiente ou contra a discriminação racial. Em um segundo momento – que, por sinal, continua até hoje –, as ações se concentraram na filantropia e no investimento social privado, além de uma preocupação maior com a imagem da empresa. Mas é para um terceiro período, que ainda está engatinhando, que o empresariado moderno deve voltar seus olhos: vem por aí a fase da responsabilidade social estratégica.
Quem diz isso é nada mais nada menos do que Michael Porter, um dos mais conceituados especialistas em estratégia do mundo. Porter, que é professor da Harvard Business School, veio ao Brasil para falar justamente a respeito da conexão entre as ações de responsabilidade social com a estratégia das organizações. “Nenhuma empresa conseguiria resolver todos os problemas do mundo. Portanto, o desafio é selecionar as áreas em que a sua empresa poderia criar valor compartilhado”, afirmou, durante o fórum mundial sobre o tema realizado em São Paulo pela HSM.
Na visão do consultor, a percepção social das empresas brasileiras é maior que a das americanas. Apesar disso, ele avalia que ainda há um longo caminho a percorrer. De acordo com Porter, o desafio de cada empresa é descobrir em quais áreas ela pode criar valor com suas competências.
O primeiro passo nessa direção está justamente na compreensão sobre o significado do próprio termo. Basicamente, o conceito de responsabilidade social empresarial se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade. Essas metas se concentram, principalmente, na preservação de recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais.
Diferentemente de iniciativas de filantropia, que compreendem especialmente ações sociais externas, cuja beneficiária principal é a comunidade, a responsabilidade social trata diretamente dos negócios da empresa e de como ela os conduz. Para que isso seja colocado em prática, uma empresa pode agir em diversas áreas, para vários públicos e de diferentes maneiras.
Uma boa maneira de começar é desenvolvendo atividades criativas com seus próprios parceiros, sejam eles acionistas, funcionários, prestadores de serviço, fornecedores, consumidores, comunidade, governo ou meio ambiente. Quanto às ações, elas podem ir da incorporação dos conceitos de responsabilidade social à missão da empresa à divulgação desses conceitos entre os funcionários e prestadores de serviço. Outro ponto, bastante em voga, por sinal, é o estabelecimento de princípios ambientalistas como uso de materiais reciclados e a promoção da diversidade no local de trabalho.

Callis forma crianças, jovens e educadores – Callis Editora, de São Paulo, sempre deu prioridade, em seu catálogo, àqueles títulos que promovessem um ponto de encontro entre arte, cultura e novos leitores. Em 1994, dois anos depois de se especializar em literatura infantil, ela decidiu que era hora de intervir de alguma maneira na formação do seu principal público.
Primeiro, veio a criação de uma orquestra filarmônica infanto-juvenil, juntamente com a maestrina Gretchen Miller, em 1994. O objetivo era levar música erudita às escolas e comunidades com pouco acesso a essa forma de manifestação artística. Em seguida, surgiram projetos culturais com iniciativas de teatro, oficinas de artes, encontros com autores e contação de histórias. Em 2004, passados dez anos de sua primeira ação de responsabilidade social, nasceu o Instituto Callis.
Com projetos voltados à cultura e à educação, o instituto promove ações que contribuem para a inclusão social e para o desenvolvimento da cidadania. Uma das iniciativas é o projeto de publicação de coleções e obras voltadas para a formação cidadã, nas quais são divulgadas a vida de importantes personagens da história brasileira e mundial, além de conteúdos voltados para a diversidade cultural e a identidade nacional.
Até agora, foram editados 22 títulos e publicados 82 mil exemplares, que já atingiram 246 mil jovens leitores. Além disso, o Instituto Callis promove oficinas para educadores, apresentações, palestras e contações de histórias que já atenderam quase 19 mil pessoas.

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