O número de imóveis residenciais alugados em novembro no Estado de São Paulo foi 31,85% menor que o de outubro, segundo pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP) com 1.606 imobiliárias de 37 cidades do Estado de SP (vide tabela 10 na pág. 36).
Foram alugados por essas imobiliárias 1.666 casas e apartamentos, o que fez o índice estadual de locação baixar de 1,5222 em outubro para 1,0374 em novembro. A queda ocorreu nas quatro regiões do Estado em que se divide a pesquisa CRECI-SP: foi de 67,94% nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco; de 35,57% no Litoral; de 18,62% no Interior; e de 23,06% na Capital.
”Não houve surpresa com relação ao desempenho da locação nem à queda de 12,51% nas vendas, reflexo da crise financeira global iniciada em setembro”, afirmou o presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto. “A crise estava em expansão, apesar das medidas de socorro dos Governos, e ainda tivemos as férias e o início do verão, que costumam afugentar os potenciais compradores”, ponderou.
O presidente do CRECI-SP disse que a expectativa é de um desempenho estável do mercado de imóveis usados e de locações em dezembro, mas os números ainda estão sendo fechados. “Se os resultados vierem positivos, será ótimo”, argumentou. “Esperamos que o mercado não passe por uma queda ainda maior”.
A expectativa de uma virada no mercado, segundo Augusto Viana, estará dependendo este ano de vários fatores, como a manutenção dos níveis de emprego e renda e, especialmente, das medidas que facilitem o crédito. “A baixa dos juros, a facilitação de comprovação de renda e oferta de garantias, a ampliação dos prazos de pagamentos e o financiamento de 100% do valor do imóvel são essenciais para uma virada nesse jogo”, salientou.
Casas lideram locações
As casas foram o tipo de imóvel mais alugado em novembro, somando 59,78% do total de locações. Os restantes 40,22% foram apartamentos. As casas lideraram as locações em três das quatro regiões que compõem a pesquisa: 70,37% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco; 65,45% no Interior; e 54,80% na Capital. No Litoral, os apartamentos foram os preferidos, com 53,04% dos novos contratos (vide quadro 5 na pág. 9).
A pesquisa CRECI-SP apurou que as casas e os apartamentos com aluguel mensal de até R$ 600,00 dominaram o mercado de locação em novembro no Estado. Essa faixa de valor representou 50,6% das novas locações na Capital, 72,06% no Interior, 65,79% no Litoral e 71,07% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (vide tabelas 1 a 4 na pág. 7).
No Interior, 80,05% das locações foram imóveis situados no centro, ficando outros 4,41% em áreas nobres e 15,55% em outras regiões. Nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, a área central concentrou 69,03% dos novos contratos; as áreas nobres, 9,03%; e as demais regiões, 21,94%. No Litoral, 74,78% dos contratos referiam-se a imóveis situados no centro; 23,48% eram de áreas nobres e 1,74%, das demais (vide quadros 8,10 e 12 nas págs. 11, 12 e 14).
Os contratos de locação cancelados neste período em todo o Estado corresponderam a 83,43% do total de novas locações. A pesquisa CRECI-SP apurou que os imóveis localizados nas áreas centrais das cidades têm a preferência dos que alugam casa ou apartamento (vide quadro 6 na pág. 10).
Inadimplência cresce 16,04%
A inadimplência dos inquilinos no período foi 16,04% superior à de outubro, segundo os dados da pesquisa CRECI-SP. Estavam com o aluguel atrasado em novembro 5,57% dos inquilinos das imobiliárias consultadas; eram 4,8% em outubro (vide tabela 5 na pág. 21).
Das quatro regiões em que se divide o levantamento do CRECI-SP, a inadimplência aumentou em duas – Capital (+ 34,51%) e Interior (+ 27,84%) – e caiu em outras duas – Litoral (- 20,4%) e a região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (- 22,79%).
Venda de imóveis usados cai 12,51%
As vendas de imóveis usados caíram 12,51% em novembro no Estado de São Paulo. Pesquisa feita pelo CRECI-SP com 1.606 imobiliárias de 37 cidades apurou que foram vendidos 679 imóveis, o que fez o índice estadual de vendas situar-se em 0,4228. Ele é 12,51% inferior ao índice de outubro, que ficara em 0,4832 (vide tabela 10 na pág. 36).
A queda nas vendas foi generalizada no Estado. Na Capital, ela foi de 1,68%; no Litoral, de 19,85%; no Interior, de 2,43%; e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, de 23,10%. Os apartamentos responderam por 52,72% das vendas, e as casas, pelos restantes 47,28%.
As vendas à vista predominaram em três das quatro regiões em que se divide a pesquisa CRECI-SP: 58,65% na Capital, 58,33% no Interior e 73,15% no Litoral. Na região do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, o predomínio foi das vendas financiadas: 76,54% somando-se os financiamentos da Caixa Econômica Federal e dos outros bancos (vide quadros 50 a 53 nas págs. 24 e 25).
A Capital e o Litoral são as regiões onde os imóveis mais caros tiveram maior percentual de vendas em novembro. Na Capital, casas e apartamentos com valor final de venda maior que R$ 200 mil responderam por 27,86% dos negócios. No Litoral, essa mesma faixa de preço somou 19,7% dos imóveis que “trocaram de dono”.(vide tabelas 6 a 9 na pág. 22).
Ainda no Litoral, imóveis de valor final de venda entre R$ 61 mil e R$ 80 mil responderam por idêntico percentual dos negócios fechados em novembro. No Interior, essa mesma faixa de valor foi líder de vendas, com 29,61% das transações efetivadas nas imobiliárias pesquisadas. Nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, a maior fatia das vendas de novembro – 23,44% – ficou com as casas e apartamentos de valor entre R$ 121 mil e R$140 mil.
Os apartamentos (52,72%) lideraram as vendas em novembro, mês que a maior parte dos corretores consultados (43,45%) disse ter sido igual a outubro (vide quadro 95 na pág. 36).
No Centro, maiores vendas
O centro das cidades foi a região onde se concentraram as vendas em novembro, segundo a pesquisa CRECI-SP: 62,65% dos imóveis vendidos no Interior eram de bairros centrais, percentual que foi de 70,08% nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, e de 68,93% no Litoral (vide quadros 55, 57 e 59 nas págs. 26, 28 e 29).
A pesquisa CRECI-SP foi feita em 37 cidades: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Diadema, Guarulhos, Franca, Itu, Jundiaí, Marília, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba, Taubaté, Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba, Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe e Praia Grande.




