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quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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Este Observatório reflete sobre dois tipos de acontecimentO, um é bom, o outro é ruim.

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Eu começo pelo bom, é claro:- está acontecendo a iniciativa da gestão intersetorial que coincide com a inauguração do novo Posto de Saúde Municipal, em Joaquim. Do que se trata?. O novo Posto vai nascendo sob um novo modelo de gestão. Isto é: não apenas a Saúde vai funcionar ali. Também funcionarão a Educação, o Turismo, os Esportes, a Cultura, o Parques e Jardins, o MeioAmbiente… . O Leitor poderia perguntar:- tudo junto?. Isso significa bagunça?. Vejamos porque não é bagunça.
Na gestão intersetorial os vários setores funcionam de forma combinada. Não basta que cada programa e cada setor funcione isoladamente bem, isso ocasiona dispersão e subaproveitamento na capacidade de atender e cuidar. Ao integrar seus programas o Poder Público otimiza a capacidade de equipamentos e técnicos. Por exemplo?. Um eficiente cadastro de população usuária (e suas reinvidicações) otimiza serviços e cuidados da saúde, da assistência social, do turismo, da educação, dos esportes e cultura… até mesmo do planejamento urbano-imobiliário.
Para organizar esse progresso no modo de gestão do futuro Posto de Saúde temos feito reuniões na Sub-Prefeitura de Joaquim Egídio. Reúnem-se os setores: Esportes (a Cristiane e o João Batista), Turismo (o Fernando e o Elcio), a Educação (o Luiz Capellano), do Posto Saúde (Paulo e André), do MeioAmbiente (a Cláudia), da Cultura (o Funchal), da Sub-Prefeitura de Sousas (a Marta). As reuniões têm bom acolhimento por parte dos Anfitriões: o Venturini, o eng. Paes e a Marilene (sub-prefeitura de Joaquim). Os moradores participam: a Silvia, o Sebastian, MariaAlice e eu. Poder Público e população conversam e planejam. POR UM LADO a Prefeitura organiza e administra serviços. POR OUTRO LADO a Administração ouve e se orienta por aqueles que exercem cidadania. Do ponto de vista da gestão este é um princípio de democracia participativa – supera a democracia representativa, aquela que se restringe a digitar um voto na urna!. Do ponto de vista da gestão intersetorial isso ajuda a comunicação permanente entre Povo e Prefeitura. Os frutos aparecem: ações desburocratizadas, nenhuma Secretaria age apenas restrita aos seus programas e o Poder Público “se acostuma” à democracia participativa de um Forum Permanente como esse, composto de técnicos e moradores. Já funcionam experiências como esta no Itajaí, no Pe. Anchieta e no DIC….
E tem o acontecimento ruim, muito ruim.
Há mais de duas semanas venho varrendo minha garagem, faxinando a caixa de correio e a calçada PARA LIMPAR UM LIXO ESPECIAL. Vejo meus vizinhos também varrendo calçada. Estamos limpando a sujeira peculiar a este período. Começaram da sujar caixa de correio, garagem, calçadas e ruas com os “santinhos” — aquele papel desperdiçado pelos candidatos. É uma sujeira que significa falsa comunicação. É sinal da democracia parcial, orientada apenas para o dia da eleição. Enquanto limpo a sujeira eu me pergunto: ATÉ QUANDO OS SENHORES CANDIDATOS VÃO SUBESTIMAR A INTELIGÊNCIA DO ELEITOR?. Será que eles ainda creem que a sujeira nos correios e nas calçadas vai trazer voto consciente?. Isso é subestimar o eleitor. E é falsa comunicação, para uma democracia parcial. Todos os “santinhos”, de todos os partidos, trazem um sorriso artificial e mostram uma face maquiada: QUANDO é que eles vão melhorar sua forma de construir democracia?. Até quando vão gastar dinheiro com sujeira?.
Nessa forma de comunicação da democracia parcial os Candidatos fazem apenas campanha pra si. Eles “invadem” as festas populares e dão aquele “sincero aperto de mão” em todo mundo, depois uns tapinhas nas costas. E criam obstáculos: entulho nas calçadas, nos postes e ruas, atropelam o trânsito alugando mocinhas pra balançar bandeira nos semáforos e atormentam o bairro com barulho dos carros de som gritando nomes… ATÉ QUANDO?. Poluição sonora, visual e lixo; quanto mais cara essa poluição mais o eleitor se pergunta: quem paga essa parafernália?. Como melhorar essa democracia?.
Atrevo-me a enviar sugestões. Ao invés de fazer campanha pra si mesmos, os senhores candidatos poderiam somar seuss projetos a campanhas de utilidade pública. Por exemplo?. Estamos planejando (neste Jornal) fazer uma campanha de re-educação no trânsito, de modo que os motoristas aprendam a dar preferência ao pedestre em alguns cruzamentos e na faixa do pedestre. Sugiro aos candidatos que encontrem maneira de vincular sua candidatura a este tipo de campanha. Seria campanha pelo gesto (voto) consciente. Outro exemplo?. O governo e os partidos têm anunciado uma ampla reforma política (em 2007). Sugiro aos candidatos que comuniquem o vínculo de sua candidatura às reformas: quais reformas?. Nós já sabemos que os políticos precisam melhorar. Como?. A democracia parcial joga toda responsabilidade nas urnas, como se o eleitor sozinho pudesse controlar os políticos após a eleição. Espero que cada candidato saiba vincular sua candidatura a mudanças nos partidos e na política. Eles pretendem ser diferentes?. Como?.
Numa democracia participativa vai desaparecer (ou diminuir?) o mensalão, os sangue-sugas, a maracutaia dos bingos, os dolares na cueca…e outros eventos recentes. Também vão desaparecer os eventos antigos… que o povo num esqueceu:- a privatização que beneficia a iniciativa privada (o apagão na energia, a tarifa telefônica injusta, os pedágios sem controle, o minério da Vale do Rio Doce que sai barato pro estrangeiro…etc).
A gestão dos serviços públicos poderia ser um modo para melhorar a democracia?..
O Leitor me perdoe se a notícia ruim ocupa mais espaço do que a noticia boa. Ambas exigem boa observação e reflexão.
Prof. Adriano Nogueira
Jornalista, pesquisador Filosofia da ciência.

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