Escola municipal leva alunos para ter contato direto com a natureza
Arte, Memória e Meio Ambiente, é o nome do projeto desenvolvido pela creche municipal – Cemei Alexandre Sartori Antonio Faria, de Sousas, que desde 2001, escolheu Joaquim Egídio para as ações do projeto. A idéia é observar o entorno da creche e orientar os alunos da importância da preservação da história e do meio ambiente. O tema escolhido para 2009 é a ‘Linha’, lugar onde passava os trilhos do trem, e transportava a produção de café. Hoje, no lugar existe uma trilha usada pela população local para caminhadas e atividades físicas.
Segundo a professora, da creche, Mônica Eduardo de Almeida, tudo precisa ser observado, “A fauna a flora, vegetação, familiares, comunidade, tudo que há em torno da Linha. Nós temos esse projeto voltado ao Meio Ambiente para proteger a mata que existe aqui, próximo da escola e da linha, que é um fragmento da Mata Atlântica. Inclusive não trabalhamos com datas comemorativas, esse trabalho é feito o ano todo e, são diversas atividades”, explica.
O projeto tem várias ramificações, uma delas é identificar e colocar placas com os nomes científicos das espécies nativas. Essa ação tem parceria, entre a creche, a Escola Municipal Ângelo Cúria Zaquia, a Estação Ambiental de Joaquim Egídio e o Parque Ecológico. “Este é o terceiro ano que estamos colocando as placas, nos dois anos anteriores o trabalho foi feito pelas crianças da creche. Pedimos também patrocínio na comunidade para nos auxiliar e, conseguimos o apoio da Nittow e da Subprefeitura”, diz a professora.
Mônica esclarece que desde 2001, reservam um dia da semana para irem à Linha. Ela conta que o bom humor é nítido entre as crianças. E os pais também participam do projeto, eles são convidados a tomar parte dos eventos que ocorrem na Linha, “Inclusive nos anos anteriores foram os pais que colocaram as placas junto com filhos, eles já estão sensibilizados a participar dos eventos da escola”, comenta.
Para a professora o resultado já apareceu, as crianças são conscientes, elas se envolvem plenamente com o projeto e traz a família para acompanhar a escola mais de perto. A esperança é ter uma escola aberta, onde os pais e comunidades se envolvam com os projetos. Para ela, a escola é reconhecida pela comunidade, e é vista como uma sala de visitas, onde todos participam, inclusive os idosos que sempre comparecem para contar as histórias dos distritos.
“Trabalhar com essa metodologia do projeto só tem a enriquecer, não só aos alunos, mas a nós professores também. O fato é que tomei gosto por tudo. Todavia, falta muito ainda para aprendermos” conclui a professora.




