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Brasileiros protestaram contra carestia e corrupção nesse final de semana

 Nos atos realizados durante a manhã deste sábado (9), a maioria dos cartazes e faixas e também os gritos de guerra e discursos denunciaram o aumento da corrupção e a disparada da inflação e culparam BolsonaroROSANGELA FERNANDES/CUT-RIO

 

 

No dia em que as capas dos jornais destacam a disparada da inflação – a maior dos últimos 28 anos para o mês de março, segundo o INPC do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE) –, com manchetes como “Preços enloquem nos supermercados”, no Portal do Estadão, o povo vai às ruas do Brasil para mostrar sua insatisfação com a condução da política econômica do país, responsável pela carestia, desemprego, fome e miséria, e pedir o fim do governo do comandante da tragédia brasileira, o presidente Jair Bolsonaro (PL).

#ForaBolsonaro e #BolsonaroNuncaMais esteve estampado a manhã inteira em faixas e cartazes e também foi o grito do povo, que vê o salário encolher e o poder de compra ir para o ralo enquanto o presidente anda pelo país inteiro fazendo campanha eleitoral antes da época (pela lei, a campanha começa em agosto), gastando rios de dinheiro público ao invés de elborar uma política para resolver o drama do desemprego, da inflação, do desalento.

Em Maceió, os manifestantes lembraram ainda a proximidade entrre Bolsonaro e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), envolvido em denúncias de corrupção por usar emendas do relator para mandar milhões de reais para aliados no estado. E também as milhares de mortes por Covid-19 que poderiam ter sido evitadas se o governo tivesse atuado com medidas de restrição, além de comprar vacinas mais depressa.

“Fome, morte e corrupção. Lira, está nas suas mãos. Aceite o impeachment!”, dizia um cartaz cobrando do presidente da Câmara que tire da gaveta os mais de 130 pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

CAMILA GUIMARÃES – SINTEALCamila Guimarães - Sinteal

 

As verbas enviadas para prefeitos aliados de Lira foram desviadas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O objetivo era a compra de kits de informática para escolas que não têm computadores e sofrem com a falta de água e luz. O presidente do FNDE é Marcelo Lopes da Ponte, que recebeu os pastores amigos de Bolsonaro – Gilmar Santos e Arilton Moura -, suspeitos de integrarem um gabinete paralelo, no Ministério da Educação (MEC), que derrubou o ministro Milton Leite. Lopes da Ponte foi indicado para o cargo pelo  ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, do PP, mesmo partido de Lira, e tem de explicar também a compra superfaturada de ônibus escolares.

No Rio de Janeiro, a concentração na Candelária reuniu milhares de pessoas que sairam em caminhada até a Cinelândia. Nos cartazes, além de ‘fora, Bolsonaro’, o povo pediu também ‘fora, Guedes’, se referindo ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que até agora não apresentou uma proposta sequer se desenvolvimetno econômico e slocial para o país. Todas as propostas do ministro são para retirar direitos sociais e trabalhistas. No cartaz, a manifestante também protestou contra o racismo e a corrupção.

ROSÂNGELA FERNANDES, CUT-RJRosângela Fernandes, CUT-RJ

 

Confira mais atos realizada nesta manhã:

Maranhão

Em São Luís, a caminhada saiu da Praça João Lisboa, às 9h, com manifestantes carregando as já tradicionais faixas pedindo o ‘fora, bolsonaro’ e também cartazes se referindo a disparada dos preços da energia elétrica. “O preço da luz é um roubo”, dizia um desses cartazes.

CUT-MACUT-MA

 

Mato Grosso do Sul

Em Campo Grande, os manifestantes se concentraram na Avenida Afonso Pena esquina com a Rua 14 de Julho, às 9h, com faixas e cartazes contra os preços abusivos dos combustíveis, pagos em dólar por causa da Política de Preços Internacionais da Petrobras (PPI), criada pelo ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) e mantida por Bolsonaro, e também em defesa da vida, da democracia e dos serviços públicos.

ASSESSORIA FETEMSAssessoria FETEMS

ASSESSORIA FETEMSAssessoria FETEMSParaíba

Em João Pessoa, a manifestação começou com um ato político-cultural no Ponto de Cem Reis, local onde o presidente da CUT-PB, Tião Santos, explicou as razões da manifestação: estamos aqui, disse ele, contra a carestia, contra a corrupção no governo Bolsonaro. Basta desse governo”.

“Temos obrigação de tirar Bolsonaro do governo em outubro, para que nunca mais tenhamos um govenro do fascismo, que desmonta o país”, disse Tião se referindo as eleições presidenciais deste ano.

LUCINHA FIGUEIREDO/CUT-PBLucinha Figueiredo/CUT-PBPernambuco

Em Recife, as mobilizações pelo #BolsonaroNuncaMais começaram nas primeiras horas da manhã, Parque Treze de Maio, de onde os manifestantes sairam em passeata até a Praça do Carmo, no centro da capital pernambucana.

“A luta é contra a precariedade”, disse o presidente da CUT-PE, Paulo Rocha.

Segundo ele, hoje é dia de protestar contra a fome, o desemprego, e o aumento dos preços dos combustíveis, que impactam fortemente nos índices de inflação. “Tudo isso junto, culpa do desgoverno Bolsonaro, trouxeram de volta ao Brasil a fome, o desemprego a falta de esperança em diuas melhores”, disse.

CUT-PECUT-PESergipe

Na Praça dos Mercados de Aracaju, o povo se reúne para dizer “não” à fome, à carestia e o aumento do preço dos combustíveis.

O Brasil que trabalha veio às ruas para dizer #forabolsonaro #BolsonaroNuncaMais  #chegadefome #chegadecorrupção #chegademachismo #chegaderacismo.

CUT-SECUT-SE

Fonte CUT

 

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