Com a criação total de 9.066 vagas no mercado formal de trabalho (com carteira assinada) nos seis primeiros meses de 2010, Campinas fecha seu segundo melhor semestre na geração de empregos formais da série histórica do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, iniciada em 1996.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, dia 15 de julho, pelo Observatório do Trabalho – vinculado à Secretaria de Trabalho e Renda -, e apontam que a abertura de postos formais de trabalho no Município neste semestre só perdeu para os primeiros seis meses de 2008, período anterior à crise econômica mundial, e no qual a cidade criou 11.988 empregos formais.
Demonstram, ainda, que em apenas seis meses Campinas conseguiu alcançar saldo 72,1% superior ao de todo o ano de 2009, período em que foram criados na cidade 5.268 postos de trabalho. A análise do Observatório do Trabalho do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) se dá com base nas informações do Caged divulgadas em Brasília nesta quinta-feira, pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
O segmento econômico que mais empregou trabalhadores em Campinas, no semestre, foi o de Serviços, que abriu 5.214 postos formais. Em seguida vem a Indústria, com a geração de 2.388 vagas. O Comércio abriu, no período, 1.057 vagas e a Construção Civil, 449 novos postos.
Já no mês de junho, período em que o Município registrou saldo (diferença entre contratações e demissões) de 289 novos postos formais, a Indústria foi o setor que mais se destacou, se responsabilizando pela contratação de 334 trabalhadores, contingente 106,2% superior ao do mês de maio, quando foram criadas 162 vagas. O segmento de Serviços veio em seguida com a abertura de 208 postos de trabalho, que representam elevação de 77,8% em relação a junho de 2009.
O fato de a contratação na Indústria ter se destacado, na avaliação da secretária municipal de Trabalho e Renda, Maristela Braga, é altamente positivo uma vez que este segmento apresenta menor rotatividade de mão-de-obra, remunera em geral com melhores salários e exige trabalhadores com maior grau de qualificação. “A questão do salário tem importância inclusive para estimular economicamente outros setores, já que reflete na massa salarial”, observa.
Ela acrescenta ainda, que o fato deste segmento exigir trabalhadores qualificados e encontrar esse tipo de mão-de-obra demonstra a qualidade e competência dos trabalhadores da cidade. E, também que, para disponibilizar trabalhadores nestas condições, o governo municipal tem se empenhado em oferecer cursos de qualificação. “O Programa Municipal de Qualificação, pelo qual são disponibilizadas 5 mil vagas em diferenciados cursos é um exemplo deste empenho”, assinala.
RMC
Segundo os dados do Caged, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) acumula neste ano 34.361 vagas de trabalho no mercado formal. Este saldo é 11 vezes maior que o registrado no mesmo período de 2009 e o maior desde o ano 2000 quando a RMC foi formalmente criada.
Brasil
A geração de empregos formais no Brasil foi recorde histórico neste primeiro semestre de 2010. No período foram gerados 1,47 milhão de empregos, volume superior, inclusive, ao dos primeiros seis meses de 2008, período anterior à crise econômica mundial, e quando houve, em todo o país, a abertura de 1,36 milhão de postos de trabalho.