A Prefeitura de Campinas está com cerca de 1.300 profissionais trabalhando na recuperação das áreas afetadas pela tempestade da madrugada do último domingo. As áreas mais afetadas pelos ventos, que chegaram a 120 km/h, foram a região do Taquaral, Vila Nogueira e Sousas.
No total, foram 165 quedas de árvores; 11 pontos de alagamentos; 301 vistorias feitas ainda no domingo; uma família desalojada, que foi para casa de familiares; e quatro feridos leves (dois estavam em um veículo atingido por uma árvore e os demais em residências).
Por conta do grande volume de chuvas dos últimos quatro dias – 140 milímetros acumulados –, Campinas está em estado de atenção. Para o mês de junho, a quantidade de chuva esperada era de 33 milímetros. O Rio Atibaia também está sendo monitorado por conta das chuvas que atingiram Atibaia, Bragança Paulista, Itatiba e Jarinu na noite de domingo.
Das 15 vias obstruídas por quedas de árvores, oito já foram liberadas. Os semáforos também estão sendo restabelecidos – dos 96 afetados, apenas sete continuam intermitentes.
Cepagri
De acordo com a meteorologista do Cepagri de Campinas, Ana Ávila, o município foi atingido por um fenômeno chamado “microexplosões”, que causa estragos semelhantes aos de um tornado. “Esses ventos intensos quebram árvores e derrubam o que estiver no entorno, no raio de atuação”, explicou.
Ainda segundo a diretora, para os próximos dias estão previstas novas tempestades na cidade, com a incidência de ventos fortes.




