O francês Jean-Luc Godard, balaústre do cinema e um dos criadores do movimento Nouvelle Vague, é dos cineastas vivos com mais tempo em atividade. Conhecido pelo aspecto vanguardista de seus filmes, aos 82 anos, ele lança o intrigante “Adeus à Linguagem”, uma obra experimental que subverte a linguagem do audiovisual. Em cartaz pelo Projeto Belas Artes, o filme estreia nesta quinta-feira no Cineflix, do Galleria Shopping, com cópia em 3D, considerado por especialistas como uma das melhores utilizações da terceira dimensão no cinema.
Mais do que objetos lançados aos olhos do espectador, o 3D em “Adeus à Linguagem” transcende sua história e é totalmente compatível com a proposta do filme de proporcionar uma experiência única a quem assiste. No Festival de Cannes, de onde o filme saiu com o Prêmio do Júri – empatado com o drama “Mommy”, exibido no ano passado no Cineflix –, a crítica exaltou a ousadia do longa-metragem, o primeiro da prolífica carreira de Godard filmado em 3D.
O roteiro do filme conta com apenas duas páginas, sendo uma delas um desenho. A história se concentra em um homem misterioso e uma mulher que dividem a intimidade em uma casa, onde também está um cachorro. Ela é casada, mas se nega a dar informações sobre sua vida particular. Mesclando com várias imagens abstratas, o casal debatem sobre a questão da linguagem sob o ponto de vista filosófico, enquanto o cão observa a discussão.
O experimentalismo, a excentricidade e a recusa à narrativa linear são três marcas constantes na extensa e interessante filmografia de Godard desde o seu primeiro projeto, o seminal “O Acossado” (1960). Com “Adeus à Linguagem”, o desafio é intensificado. O filme tem apenas 70 minutos de duração e terá três exibições diárias a partir desta quinta: às 18h40, 20h20 e 22h.
Também da França, estreia a animação francesa “Kiriku, os Homens e as Mulheres”. O diretor e animador Michel Ocelot é conhecido pela sua devoção às histórias folclóricas e com o pé na fantasia. Nesta história, somos apresentador ao heróico Kiriku, um grande guerreiro que desde a infância sempre esbanjou coragem, inteligência e agilidade. Vivendo em uma aldeia ao lado de sua mãe, Kiriku era capaz de solucionar qualquer tipo de problema, até mesmo questões envolvendo forças ocultas.
O filme é uma trilogia, sendo que os dois primeiros filmes estrelados pelo personagem-título – “Kiriku e a Feiticeira” (1999) e “Kiriku 2 – Os Animais Silvestres” (2005) – tiveram lançamento muito restrito no Brasil. No entanto, para acompanhar a história do novo filme não se faz necessário assistir aos longas anteriores, já que as tramas não são as mesmas. “Kiriku, os Homens e as Mulheres” tem duas exibições por dia, às 14h20 e 16h40.
Para o delírio do público feminino, a melhor opção entre as estreias é “Magic Mike XXL”, sequência de “Magic Mike”, lançado em 2012. O filme reúne alguns personagens do filme anterior, como Channing Tatum, Matt Bomer e Joe Manganiello. A trama mostra o reencontro do “aposentado” Mike com seus antigos colegas de trabalho em uma viagem para relembrar os bons tempos. O destino escolhido pelo trio é Miami, onde o grupo topa fazer uma última grande turnê de despedida.
O vencedor do Oscar, Steven Soderbergh, que dirigiu o primeiro filme da série, assume a direção de fotografia da sequência. Quem fica responsável por conduzir a história é Gregory Jacobs, que foi assistente de Soderbergh nos três filmes da série “Onze Homens e Um Destino” (2001-2007).
Outra novidade nas telonas do Cineflix Campinas é o drama policial “Jogada de Mestre”, estrelado por Anthony Hopkins. A história se passa em 1982, em Amsterdã, quando cinco amigos tentam se dar bem na vida. Após fracassarem na tentativa de obter um empréstimo bancário, o grupo elabora um plano para sequestrar um milionário e sobreviver com o dinheiro do resgate. Entretanto, após o sequestro, a inevitável tensão decorrente da investigação da polícia pesa no ambiente e faz com que a amizade do grupo e o próprio golpe fiquem por um fio. Para consultar os horários da programação do Cineflix Campinas, acesse: www.cineflix.com.br.





