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terça-feira, março 17, 2026
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Clima seco leva São Paulo ao alerta máximo de incêndios e ameaça reservatórios

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Defesa Civil aponta risco extremo em quase todo o estado; Vale do Paraíba, capital e litoral sul estão em nível de emergência. Reservatórios caem para 30,3%, limiar crítico de abastecimento

Por Sandra Venancio – Foto Rovena Rosa/Agencia Brasil

A persistência do clima seco e da baixa umidade colocou a capital e o interior de São Paulo em alerta máximo. Segundo a Defesa Civil Estadual, o risco de incêndios em vegetação permanece elevado em praticamente todo o território paulista, com diversas regiões já em situação de emergência.

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O alerta vermelho se concentra especialmente no Vale do Paraíba, na Região Metropolitana de São Paulo e no litoral sul, onde a combinação de ventos constantes e ar seco favorece a propagação das chamas. A nota da Defesa Civil ressalta que as condições críticas da estiagem exigem atenção redobrada das equipes municipais e estaduais

https://twitter.com/MonicaSeixas/status/1973876033720905741

A faixa leste do estado, incluindo o Vale do Ribeira e o litoral norte, deve entrar em situação de emergência nesta segunda-feira (6). A previsão é de melhora gradual a partir de terça (7), com recuperação mais sensível apenas na quarta-feira (8).

https://twitter.com/LilliunAzules/status/1827462901617029454

Neste domingo (5), foram registrados incêndios de grandes proporções em Presidente Venceslau, Presidente Prudente, Espírito Santo do Pinhal e Itapura. Apesar da gravidade, não houve registro de vítimas.

Além do impacto direto nas áreas de vegetação, a seca já compromete o abastecimento de água. Os reservatórios do estado têm perdido cerca de 0,3% do volume armazenado por dia e operam atualmente com 30,3% da capacidade total — patamar considerado crítico. Desde o dia 1º de outubro, o Sistema Cantareira, o maior do estado, está oficialmente em situação de emergência.

No cenário nacional, o Maranhão ultrapassou o Mato Grosso e lidera o ranking de queimadas em 2025, com 11.511 focos registrados até o momento, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apesar de uma leve queda de 4% em relação a 2024, o estado é o único entre os grandes a não apresentar redução significativa desde 2022.

O Mato Grosso, que teve queda de 80% nos focos, ocupa a segunda posição, com 9.399 registros. Em terceiro está o Tocantins, com 8.849 focos e retração de 42% no comparativo anual.

De janeiro a outubro, o Brasil contabilizou 81.374 focos de incêndio — uma redução expressiva de 62% em relação a 2024, o menor número registrado na última década.

https://twitter.com/Metropoles/status/1827065848684802224

Reservatórios em queda

Além do impacto direto nas áreas de vegetação, a seca já compromete o abastecimento de água. Os reservatórios do estado têm perdido cerca de 0,3% do volume armazenado por dia e operam atualmente com 30,3% da capacidade total — patamar considerado crítico.

Desde o dia 1º de outubro, o Sistema Cantareira, o maior do estado e responsável pelo abastecimento de cerca de 7 milhões de pessoas, está oficialmente em situação de emergência.

Sistema de AbastecimentoCapacidade Atual (%)Situação
Cantareira29,8Emergência
Alto Tietê32,1Alerta
Guarapiranga34,5Atenção
Rio Grande31,0Alerta
Rio Claro33,7Atenção

Fonte: Sabesp / Defesa Civil do Estado – atualização de 6 de outubro de 2025

Queimadas no país

No cenário nacional, o Maranhão ultrapassou o Mato Grosso e lidera o ranking de queimadas em 2025, com 11.511 focos registrados até o momento, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Apesar de uma leve queda de 4% em relação a 2024, o estado é o único entre os grandes a não apresentar redução significativa desde 2022.

O Mato Grosso, que teve queda de 80% nos focos, ocupa a segunda posição, com 9.399 registros. Em terceiro está o Tocantins, com 8.849 focos e retração de 42% no comparativo anual.

EstadoFocos de incêndio (2025)Variação vs 2024
Maranhão11.511-4%
Mato Grosso9.399-80%
Tocantins8.849-42%
Pará6.327-60%
Bahia5.916-38%

Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), dados até 6 de outubro de 2025

Brasil tem o menor número de focos da década

De janeiro a outubro, o Brasil contabilizou 81.374 focos de incêndio — uma redução expressiva de 62% em relação a 2024, representando o menor número registrado nos últimos dez anos.

Mesmo com a melhora no cenário nacional, a situação no Sudeste e no Maranhão ainda preocupa autoridades ambientais, que apontam o avanço das queimadas sobre áreas urbanas e reservas naturais.

Fontes oficiais:

  • Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
  • Defesa Civil do Estado de São Paulo
  • Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp)
  • Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE)

Indicadores principais – 6 de outubro de 2025

  • Umidade relativa do ar: 20% a 25% em média
  • Temperaturas máximas: até 36°C no interior
  • Risco de incêndios: alto a crítico em 88% do território paulista
  • Volume médio dos reservatórios: 30,3%
  • Focos de incêndio ativos no país: 81.374

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