Operação da PF e CGU atinge esquema nacional que desviava dinheiro de aposentados com descontos ilegais

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Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de duas prisões e outras medidas cautelares.. Foto Divulgação Polícia Federal

Nova fase cumpre mandados no DF e Ceará e investiga organização criminosa suspeita de fraudes previdenciárias

Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de duas prisões e outras medidas cautelares.. Foto Divulgação Polícia Federal

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (17) a Operação Indébito, nova fase da ofensiva contra um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões, com mandados cumpridos no Distrito Federal e no Ceará por ordem do Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.

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A ofensiva é um desdobramento da Operação Sem Desconto e mira o aprofundamento das investigações sobre uma estrutura criminosa que, segundo os órgãos de controle, atuava inserindo dados falsos em sistemas oficiais para autorizar cobranças indevidas diretamente nos benefícios previdenciários.

https://twitter.com/agenciabrasil/status/2033875049040523508?s=20

Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de duas prisões e outras medidas cautelares. A suspeita central é de que o grupo utilizava entidades associativas como fachada para legitimar descontos mensais sem autorização dos beneficiários, prática que pode ter atingido aposentados e pensionistas em diferentes estados.

As apurações indicam indícios de estelionato previdenciário e também de ocultação e possível dilapidação de patrimônio obtido de forma ilícita. Investigadores avaliam que a atuação do grupo apresentava divisão de tarefas e mecanismos para dificultar o rastreamento dos recursos desviados.

https://twitter.com/policiafederal/status/2033868168037384208?s=20

A operação mobilizou equipes da Polícia Federal e auditores da CGU em atuação coordenada, com foco não apenas na coleta de provas, mas também na interrupção imediata das fraudes. A estratégia inclui medidas judiciais para bloquear bens e impedir a continuidade dos descontos irregulares.

Nos bastidores, fontes ligadas à investigação apontam que o avanço da operação no Supremo Tribunal Federal pode ter impacto político, já que o caso envolve falhas em sistemas federais e potencial vulnerabilidade em mecanismos de controle de benefícios. A depender dos desdobramentos, o episódio pode ser explorado como instrumento de pressão institucional, especialmente em debates sobre gestão previdenciária e fiscalização de entidades associativas.

A Polícia Federal não divulgou, até o momento, a identidade dos investigados nem o valor total estimado do prejuízo. As diligências seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão do esquema.

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