Clássico deste sábado pelo Paulistão pode encaminhar o Bugre ao mata-mata e empurrar a Macaca para crise maior
O clássico entre Guarani e Ponte Preta, marcado para este sábado, às 16h, no estádio Brinco de Ouro, promete mais do que a rivalidade tradicional que costuma mobilizar Campinas. Válido pela sexta rodada do Campeonato Paulista, o dérbi coloca frente a frente duas equipes em momentos opostos e com objetivos urgentes na competição.
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O Guarani chega ao confronto embalado por duas vitórias consecutivas, soma oito pontos e vê no clássico a chance de praticamente assegurar a permanência na elite estadual e se aproximar da vaga no mata-mata. Além do aspecto classificatório, o duelo carrega clima de revanche para o Bugre, que em 2025 não venceu nenhum dos quatro dérbis disputados e acabou frustrado pelo rival na luta pelo acesso à Série B.

Do outro lado, a Ponte Preta entra em campo sob forte pressão. Com apenas um ponto em cinco rodadas, a equipe ocupa a lanterna do Paulistão e encara o clássico como uma tentativa de reação imediata para evitar o rebaixamento. O confronto também se apoia em um retrospecto recente favorável: desde 2018, quando os clubes voltaram a se enfrentar após quatro anos sem clássicos, a Ponte venceu nove vezes, empatou oito e perdeu apenas cinco em 22 partidas.
A rivalidade histórica ganha contornos ainda mais simbólicos neste momento. O Guarani sustenta a liderança do retrospecto geral há mais de um século, mas com vantagem mínima: 71 vitórias contra 70 da Ponte. A sequência recente mantém o incômodo alviverde, já que o clube não vence o clássico desde o segundo turno da Série B, acumulando três derrotas e um empate.
O cenário atual reflete também escolhas fora de campo. O Guarani foi agressivo no mercado e apostou em jogadores experientes para a temporada, enquanto a Ponte Preta enfrenta os efeitos de uma crise financeira agravada no início da gestão de Luiz Torrano, com atrasos salariais, saídas de atletas e dificuldades para reforçar o elenco após a liberação do transfer ban.
O dérbi deste sábado, mais uma decisão entre os rivais em menos de quatro meses, pode redefinir rumos no Paulistão e ampliar ainda mais a tensão esportiva e institucional entre Bugre e Macaca.




