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Fundo ligado à Reag recebeu R$ 1 bilhão de empresas associadas ao PCC e movimentou recursos para empresa ligada a Vorcaro

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Relatórios do Coaf revelam fluxo financeiro suspeito analisado pela CPI do Crime Organizado

Relatórios do Coaf revelam fluxo financeiro suspeito analisado pela CPI do Crime Organizado

Um fundo de investimento administrado pela Reag Investimentos recebeu cerca de R$ 1 bilhão de empresas apontadas pela Polícia Federal do Brasil como integrantes de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). As informações constam em relatórios enviados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras à CPI do Crime Organizado, que investiga a atuação de facções no sistema financeiro.

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Os dados indicam que o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) Gold Style, sob gestão da Reag, recebeu os valores entre 2023 e 2025. O fundo, que possui patrimônio estimado em R$ 2 bilhões segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários, aparece no centro de movimentações consideradas atípicas por órgãos de controle.

Engrenagem financeira e conexões empresariais
Entre os principais repasses identificados está o envio de R$ 759,5 milhões pela Aster Petróleo, empresa investigada na operação Operação Carbono Oculto por atuar em esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal no setor de combustíveis em ao menos oito estados.

Outras movimentações relevantes incluem R$ 158 milhões transferidos pela BK Bank e R$ 175 milhões pela Inovanti Instituição de Pagamento, apontada por relatórios como responsável por transações que ultrapassam R$ 778 milhões envolvendo investigados.

Em sentido inverso, o próprio fundo teria transferido R$ 180 milhões para a Super Empreendimentos, que teve como diretor entre 2021 e 2024 Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro.

Os registros financeiros foram comunicados por instituições bancárias, incluindo o Banco do Brasil, antes mesmo da deflagração das fases ostensivas da operação policial.

Nos bastidores do Congresso, a apuração tem potencial de ampliar o alcance da CPI e pressionar o mercado financeiro, especialmente em relação ao uso de fundos estruturados como veículos para circulação de recursos ilícitos. Investigadores avaliam que o caso pode expor fragilidades nos mecanismos de controle e levantar questionamentos sobre a responsabilidade de gestores e administradores na origem dos recursos.

A conexão indireta com o entorno de Daniel Vorcaro adiciona um componente político e econômico sensível ao caso, podendo influenciar disputas regulatórias e intensificar o escrutínio sobre instituições financeiras e suas relações com empresas investigadas. Até o momento, não há decisão judicial que comprove responsabilidade criminal dos citados, e as apurações seguem em curso.

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