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quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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Duas chapas se dividem sobre detalhes para eleição do líder do PMDB na Câmara

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Para Leonardo Quintão, o voto secreto inibe influências externas
Para Leonardo Quintão, o voto secreto inibe influências externas

O candidato a líder do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Quintão (MG), disse hoje (12) que está “bem tranquilo” em relação à disputa com o atual líder, deputado Leonardo Picciani (RJ), porque o voto será secreto. “Eu estou bem tranquilo porque foi definido uma candidatura por voto secreto e isso inibe e dá ao parlamentar a decisão pessoal, além de inibir influências externas”, afirmou. A definição do voto secreto foi acertada após acordo alcançado hoje em reunião da bancada do partido na Câmara.

Quintão informou que terá uma reunião em Minas Gerais na segunda-feira (17), quando tentará convencer os peemedebistas sobre sua candidatura. Há dúvida em relação aos mineiros porque o governo sondou o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) a respeito da possibilidade dele assumir a Secretaria de Aviação Civil, que está interinamente nas mãos de Guilherme Ramalho desde que o último representante do PMDB, Eliseu Padilha, deixou o cargo.

O candidato que disputa a liderança com Quintão, Leonardo Picciani, afirmou hoje que há “um posicionamento político do Planalto” em considerá-lo “um aliado”, mas garantiu que isso não vai gerar interferências na disputa interna do PMDB.

A briga entre Quintão e Picciani deverá começar até pela data em que a votação sobre o novo líder ocorrerá. Os deputados que apoiam Quintão querem que a eleição ocorra na primeira semana de fevereiro, assim que o Congresso retomar os trabalhos.

Já os governistas, que apoiam Picciani, preferem que a disputa aconteça logo após o carnaval, porque assim acreditam ter mais quórum.

Há ainda a discussão sobre quantos votos serão necessários para eleger o candidato vencedor. A favor de Picciani, o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) disse que seu grupo não aceita discutir o assunto, porque “para ser líder basta uma lista com 50% mais um de apoio”. “Do nosso lado não tem acordo para isso, porque entendemos que é até antiregimental [exigir dois terços para eleger o líder].”

Para Leonardo Picciani, ser aliado político do Planalto não vai gerar interferências na disputa interna do PMDB
Para Leonardo Picciani, ser aliado político do Planalto não vai gerar interferências na disputa interna do PMDB

Já o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), integrante do grupo favorável à candidatura de Quintão, os dois terços são a forma de garantir que o futuro líder terá condição de comandar a bancada. Os dois lados discutem ainda a indicação que o novo líder fará sobre a comissão que irá tratar do impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Para Perondi, esse assunto deverá ficar para outro tempo. “Agora, o importante é a unidade da bancada”. Os governistas admitem que o futuro líder deverá formar uma chapa mista, indicando 16 nomes que contemplem os dois lados.

Eles também não se entenderam sobre a possibilidade de que deputados eleitos e que estão afastados ocupando cargos nos governos estaduais possam se licenciar de suas atuais atividades para retomar o mandato e votar na eleição do líder.

Essa foi a tática usada no fim do ano passado para que o grupo opositor a Picciani conseguisse retirá-lo da liderança do PMDB. Logo em seguida, o líder apresentou uma nova lista de apoios e recuperou o cargo.

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