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quarta-feira, março 4, 2026
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EPTV promove último debate entre prefeituráveis

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Aconteceu na noite de ontem (4) o último debate com os candidatos a prefeitos de Campinas promovido pela EPTV. Estiveram presentes Arlei Medeiros (Psol), Dr. Campos (PRTB), Jonas Donizette (PSB), Marcio Pochmann (PT) e Pedro Serafim (PDT).

O debate foi dividido em cinco blocos e teve duração de uma hora e 50 minutos. No primeiro e terceiro blocos, os candidatos fizeram perguntas entre si, com temas sorteados. Lixo, plano diretor, trânsito, habitação e transporte foram os assuntos que pautaram a primeira etapa da sabatina. No terceiro bloco, orçamento, iluminação, emprego, segurança pública e creches foram os assuntos sorteados. Nos blocos de temas livres, os candidatos falaram sobre saúde, Lei da Ficha Limpa, financiamento de campanha eleitoral e pavimentação.

Primeiro bloco
Pedro Serafim questiona Arlei sobre a possibilidade de pedágio urbano e ambos discordam da proposta. Arlei cita o PSDB, como fomentador da questão no Estado e lembra  do Rodoanel.
Arlei questiona Jonas sobre habitação. Antes de responder, entretanto, Donizette afirma que também é contra o pedágio urbano. Diz que os grandes projetos de urbanização de Campinas deverão ser feitos em parceria entre os poderes municipal, estadual e nacional. Arlei diz que Jonas não respondeu objetivamente à questão. Donizette responde: ‘Arlei eu tenho muita paciência contigo’ e diz que o grande problema é o preço do terreno para construções.

Jonas questiona Márcio sobre transporte e diz que o petista não tem proposta concreta. Márcio responde que não é ele que cada hora prega uma coisa, referindo-se ao pedágio urbano. Em relação ao transporte, especificamente, cita o Bilhete Único e diz que a tarifa tem que ser reduzida para a população. Jonas diz que Márcio não conhece muito bem Campinas e que Campinas também não o conhece, citando uma ‘candidatura importada’. Márcio diz que está há 32 anos militando pelo PT e volta a dizer que tem proposta concreta.

Segundo bloco
Dr. Campos pergunta a Márcio sobre a segurança pública. Márcio responde que a questão é de responsabilidade do governo estadual, mas que ela está sendo empurrada para o município. Diz, entretanto, que para o cidadão não importa de quem é a responsabilidade. Diz que no que lhe cabe, promoverá educação, entre outras medidas. Diz que é candidato para virar a página na história de Campinas.

Márcio questiona Serafim sobre o pedágio municipal. Serafim diz que o próprio governo estadual não se entende a respeito. Que o governador diz uma coisa, mas que o secretário diz outra. E diz que irá ‘sim haver pedágio’. Relembra que Alckmin prometeu que não haveria pedágio no Rodoanel, mas que ele foi implantado. Márcio diz que além do transporte público que já é caro, que pretende conversar com o governador porque não aceitará pedágio urbano em Campinas. ‘É, Márcio, nesse ponto nos temos a mesma ideia’, diz Serafim.
Serafim pergunta o que Jonas pretende fazer com o orçamento da saúde. Jonas diz que Serafim já é prefeito há 10 meses, que começou a campanha dizendo que a saúde estava maravilhosa, mas com o descrédito da população, mudou o discurso, dizendo agora que não está tão bom assim. Jonas afirma que como prefeito irá trazer mais dinheiro para saúde e completar as equipes da saúde. Serafim diz que ‘mais uma vez o senhor (Jonas) distorce a realidade’, citando seus feitos, como os leitos no Ouro Verde. Jonas diz que irá implementar o remédio em casa.
Jonas pergunta a Arlei sobre a questão do ISS para empresas e do orçamento de Campinas para 2013. Arlei diz que de todo o orçamento, apenas R$ 250 milhões poderão ser investidos. Diz que Márcio, por exemplo, faz propostas inviáveis, como de creches 12 x 12. Arlei diz que acabarão as ‘bolas’ para que empresas se instalem na cidade, porque o Psol agirá com total transparência. Jonas diz que o empresário hoje é muito mal tratado. Que é ele quem contrata com carteira assinada e que deve ser incentivado.
Arlei comentou com Campos que os adversários Jonas e Márcio contam com fichas-sujas. Seu tempo acabou e não conseguiu formular sua pergunta. Campos diz que os ficha-sujas são questão da Justiça e que ele trabalhará dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. Arlei diz que os vices de Jonas e Márcio eram fichas-sujas e que foram trocados. Campos volta a citar que isso cabe a Justiça e aos trâmites jurídicos.
Jonas pede direito de resposta aos comentários de Arlei e Campos, mas lhe é negado.

Terceiro bloco

Serafim diz a Márcio que o orçamento do ano está reajustado em 6%. E pergunta o que ele acha disso. Márcio diz que Campinas teve um aumento de arrecadação (mais impostos) sem a devida contrapartida. Diz também que o governo do Estado parece não gostar da cidade. Em resumo, diz que é preciso melhorar a eficiência nos gastos para não aumentar muito o tributo em cima do cidadão campineiro. Serafim diz que um dos principais problemas da cidade é a falta de médicos, devido aos salários. ‘Eu acho que temos que valorizar os médicos’, diz o ginecologista.
Márcio questiona Arlei sobre iluminação pública: qual sua avaliação atual e sua proposta? Arlei diz que muitos não tem luz em casa porque não há regularização fundiária. Diz que a proposta dele é colocar energia onde não tem, trocar as lâmpadas ‘horrorosas’ por sustentáveis e acabar com as terceirizações no setor. Márcio diz concordar com os problemas de iluminação nas áreas mais distantes do Centro.
Arlei questiona Jonas sobre emprego escravo. Jonas diz que é preciso qualificar o emprego. Diz que em Campinas está sendo construído a primeira Fatec. Diz que o prefeito tem que correr atrás dos interesses da cidade. Diz que o programa de governo dá apoio a pessoas acima dos 40 anos que precisam continuar trabalhando e necessitam de uma qualificação profissional. Arlei diz que não está sendo construída Fatec nenhuma. Diz que Jonas é arrogante, que coloca nome difícil nas coisas e que não respondeu a questão.
Jonas questiona Campos sobre segurança pública. Campos diz que o primeiro que pretende fazer é cortar o cabidão de empregos. Que pretende pegar o dinheiro da segurança para fortalecer a guarda municipal, melhorando os salários das GMs e trazendo para eles os mesmos benefícios dos PMs. Reforça que isso só é possível repensando o orçamento. Jonas diz que implementará na cidade projetos estaduais.
Campos questiona Serafim sobre a carência de creches na cidade. Serafim diz é prefeito há pouco tempo e que a situação das creches acontece há muitos anos. Diz que o Projeto Nave-Mãe é muito bem avaliado, mas que concorda com Arlei que é impossível ter creche em período integral para todo mundo. Campos propõe que a sociedade fiscalize o trabalho feito nas Naves-Mães (uma parceria da Prefeitura com ONGs).

Quarto bloco

Jonas questiona Márcio sobre renovação. Jonas diz que Márcio traz um passado que Campinas quer esquecer. Márcio diz que Jonas deveria ter menos arrogância e não desqualificar os candidatos. Diz que é professor da Unicamp, que estudou a cidade, e que o projeto dele é o que está dando certo no Brasil: que está diminuindo a pobreza, que é o projeto de Lula e de Dilma. Diz que, ao contrário, que o projeto de Jonas é o de privatização do PSDB. Jonas diz que é humilde e que fez uma troca de vice (que era ficha suja) em respeito à população. Cita que o PT esburacou a 13 de Maio em pleno Natal. Márcio diz que sua coligação é ficha limpa, é de gente idônia e com passado limpo.
Márcio pergunta a Serafim a respeito da Educação Fundamental. Serafim elogia o CEU, mas diz que o centro não é algo que se possa fazer da noite para o dia. Diz que sua prioridade é zerar o déficit nas creches. Cita, por exemplo, Naves-Mães e cursos de capacitação a professores e diretores. Márcio diz que é possível a construção dos CEUs em quatro anos porque Campinas tem o segundo maior orçamento do Estado. Diz que o que é preciso é de planejamento.
Márcio recebe o direito de falar por mais 30 segundos porque havia sido interrompido por Jonas. O petista cita seu currículo e diz que as melhores propostas estão com a candidatura dele.
Serafim diz que quando assumiu um dos maiores problemas eram os buracos de Campinas e questiona Arlei sobre pavimentação. Arlei diz que não pretende pedir esmolas ao governo, mas transformar a Sanasa em uma grande empresa lucrativa, através da reciclagem de entulho. Diz que não pretende acender uma vela para Dilma e outra para Alckmin. Que o dinheiro sairá da própria cidade, com o uso adequado do lixo.
Arlei diz a Campos que os demais adversários tem problemas de doação oculta. Campos diz novamente que ele procura seguir a Lei, mas que não pode falar pelos demais candidatos, referindo-se ao fato desta ser uma questão da Justiça e não política. Arlei diz que Campos é ingênuo e que eles, como homens públicos, têm que alertar a população a esse respeito.
Campos pergunta a Jonas sobre as propostas do tucano sobre lazer e cultura. Jonas diz que foi o primeiro a colocar as contas dele na internet. Diz que como deputado já destinou verbas para Campinas a respeito de lazer e cultura. Diz que pretende construir um teatro na cidade com recursos do Estado. Jonas diz que pretende valorizar a sinfônica e que nomeará um secretário especialista em cultura. Que não o nomeará com intuitos políticos.

Quinto bloco

Márcio: agradece a oportunidade. Diz que Campinas está machucada e que se apresenta humildemente para fazer uma mudança segura, baseada na experiência de Lula e de Dilma. Diz que tem propostas concretas que podem ser implementadas em Campinas.
Jonas: Diz que nunca decepcionou seus eleitores, que em cada eleição sempre tem mais votos.
Campos: Diz que coloca sua experiência administrativa a serviço da cidade, que não tem rabo preso com ninguém. Diz que o que é preciso é o conhecimento da máquina e do apoio popular.
Serafim: Agradece à população. Diz que andou Campinas e ficou emocionado com a receptividade nos bairros da cidade. Diz que foi muito gratificante e que não é um político profissional, diz que também não tem nenhum padrinho político e afirma que tem Deus e o povo. Pedro diz também que neste tempo de prefeitura ele tentou fazer o melhor que pode para trazer a paz e a tranquilidade para a cidade.
Arlei: Pede que o eleitor leve as eleições para o segundo turno. Diz que a política pode ser diferente e lembra os 28 vereadores que votaram pelo aumento em seus salários.

 

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