SSP exclui a Delegacia Seccional de Campinas de receber novos escrivães
O governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), recuou ontem (15) da decisão que havia tomado de priorizar o reforço no policiamento em Campinas e disse que o aumento no efetivo das polícias Civil e Militar será feito após a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) apontarem a necessidade na cidade.
Goldman defendeu no mês passado a ampliação do sistema de inteligência da Polícia Civil para o combate aos crimes e criminosos, além do aumento do efetivo. “Campinas tem uma particularidade, pelo crescimento rápido, pelo empobrecimento da população, com áreas urbanas periféricas sem infraestrutura, e por fazer parte da rota do tráfico de drogas. Então, a prioridade é pelo reforço do policiamento”, disse.
Porém, ontem, ao ser questionado sobre o aumento do efetivo em Campinas, o governador mal falou sobre qual seria a necessidade de reforço na cidade.
Goldman disse que foram feitos concursos públicos por região. “Não há nenhum tipo de discriminação de acordo com a necessidade de cada região e prefeito. Campinas é prioritária como qualquer outra região. Qualquer cidadão no Estado é tratado igualmente”, alega.
De acordo com o governador, ele não faz diferença entre as cidades na decisão de realizar o reforço no efetivo. “Isso é feito pela Secretaria de Segurança Pública de acordo com a necessidade dos municípios”, completa.
A assessoria de imprensa da SSP limitou-se a informar que o efetivo de Campinas obedece aos critérios de população residente, população flutuante e registros de criminalidade.
Alem de Campinas, a seccional atende Indaiatuba, Paulínia, Vinhedo e Valinhos e está excluída pela SSP de receber novos escrivães do concurso público que pretende contratar 484 profissionais no Estado.




