Foto: Divulgação/Sehab
Em pouco mais de cinco meses do início da administração do prefeito Jonas Donizette, a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) conseguiu conter 24 tentativas de ocupação irregular ocorridas em quatro das cinco regiões de Campinas. O total corresponde a 498 moradias precárias que deixaram de ser erguidas na cidade, e representa aproximadamente cinco tentativas de ocupação não consolidadas ao mês, de janeiro a junho deste ano.
Segundo dados da Coordenadoria Especial de Habitação Popular (Cehap), vinculada à Sehab, entre as 24 tentativas ocorridas no período de 1º de janeiro a 4 de junho, a que continha o maior número de ocupantes, 212 famílias, teve início em 15 de março e foi removida três dias depois, em 18 de março. Outras quatro tentativas de invasão foram contabilizadas por meio da ação isolada de apenas uma família em cada bairro, em três regiões distintas.
As operações de fiscalização dos locais invadidos tiveram início a partir de denúncias realizadas junto ao serviço 156 da Prefeitura, ou diretamente nas coordenadorias setoriais de habitação, ligadas à Cehap. Nas ações, as equipes flagraram esqueletos em construção de madeira e alvenaria, além de moradias improvisadas construídas com os mesmos materiais, e áreas demarcadas com pontaletes (peças de madeira), principalmente.
Para o secretário de Habitação, Ricardo Chiminazzo, o dado é muito positivo e dá a exata medida do esforço do setor para cumprir suas funções. “A logística que envolve a recepção das denúncias até a ação efetiva dos coordenadores setoriais e dos técnicos é um trabalho difícil e de grande importância, porque esses profissionais ficam na linha de frente, em nome da prefeitura, trabalhando pelo crescimento ordenado do município. Eles lidam com situações adversas e, muitas vezes, são ameaçados por conta disso. Temos que comemorar”, enfatizou.
As tentativas de ocupação irregular foram identificadas e contidas no menor tempo possível não apenas em virtude das denúncias acolhidas pelo poder público municipal, mas principalmente em razão das fiscalizações desencadeadas pela Coordenadoria Especial de Habitação Popular logo após a obtenção das informações.
O trabalho faz parte das ações do Grupo de Controle e Contenção de Ocupações, Parcelamentos Clandestinos e Danos Ambientais, criado em janeiro de 2010 pelo decreto nº 16.920. A iniciativa prevê, ainda, ações intersetoriais entre as pastas de Habitação, Urbanismo, Segurança Pública, Serviços Públicos e Meio Ambiente.





