Caso foi encerrado a pedido do Ministério Público; Comissão Processante na Câmara ainda depende de votação em plenário
A Justiça arquivou, a pedido do Ministério Público, o inquérito que apurava denúncia de violência doméstica contra o vereador Otto Alejandro (PL), de Campinas. A decisão, proferida no início deste mês, considerou a retirada das queixas pela namorada do parlamentar, que manifestou desinteresse em prosseguir com a apuração criminal.
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O caso teve origem em boletim de ocorrência registrado em 10 de novembro de 2025, na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher de Campinas. À época, a mulher, de 26 anos, relatou que no dia 7 do mesmo mês o vereador teria invadido sua residência, proferido ofensas, feito ameaças de morte, quebrado objetos e levado um aparelho de televisão. No registro, ela também afirmou manter relacionamento com o parlamentar há cerca de um ano e meio e relatou episódios anteriores de agressões físicas e verbais, que não haviam sido formalizados. A vítima não indicou testemunhas nem solicitou abrigo.

Com o recuo da denunciante, o Ministério Público solicitou a extinção da apuração, acolhida pela Justiça. Em manifestações públicas nas redes sociais, o vereador comemorou o arquivamento do caso e agradeceu o apoio recebido. A defesa afirmou que a namorada reconheceu que não houve agressão.
Paralelamente ao inquérito criminal, Otto Alejandro também é alvo de uma Comissão Processante na Câmara Municipal de Campinas. A abertura da CP foi aprovada por unanimidade, mas, em sua primeira reunião, realizada em 19 de dezembro, o colegiado decidiu pelo arquivamento da denúncia por dois votos a um. O relatório favorável ao encerramento foi apresentado pelo vereador Eduardo Magoga (Podemos), com voto do membro Guilherme Teixeira (PL). A presidente da comissão, Fernanda Souto (PSOL), votou pela continuidade da apuração.
O arquivamento decidido pela Comissão Processante ainda precisa ser referendado pelo plenário da Câmara após o fim do recesso parlamentar. Para que a decisão seja confirmada, é necessária maioria simples dos vereadores presentes. Caso contrário, a investigação interna deverá prosseguir.
A CP foi instaurada a partir de representação protocolada pelo cidadão Adriano Vieira Novo, que apontou a denúncia de violência doméstica, ameaça, injúria e dano, conforme o boletim de ocorrência, e também citou um episódio anterior envolvendo suposto dano a um ônibus em julho. Em sua defesa, o vereador negou as acusações e afirmou que ambos os casos já foram arquivados pela Justiça.
Durante a reunião da Comissão, o relator afirmou que seu parecer se baseou na defesa apresentada pelo parlamentar e no depoimento da mulher à Corregedoria da Câmara, no qual ela declarou que não houve agressão e que não desejava depor na CP. Já a presidente da comissão defendeu a continuidade das investigações diante da gravidade das acusações registradas no boletim de ocorrência.




