Premiê afirma que conflito agrava crise do direito internacional e alerta para impacto no mercado de energia

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou nesta quarta-feira que o país não participará das operações militares conduzidas pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã. A declaração foi feita durante discurso ao Parlamento italiano em meio à escalada de tensões no Oriente Médio.
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Segundo Meloni, a posição do governo italiano é clara diante do conflito. “A Itália não está participando e não participará” da guerra, declarou aos parlamentares, ao mesmo tempo em que classificou o agravamento da crise como parte de um cenário mais amplo de enfraquecimento do direito internacional.
Tentativa de mediação diplomática
Durante a manifestação, a premiê indicou que Roma buscou atuar diplomaticamente antes do início da guerra. De acordo com Meloni, o governo italiano trabalhou em articulação com Catar e Omã para tentar evitar uma intervenção militar na região.
A chefe de governo também destacou que a Itália mantém canais de diálogo com o governo iraniano. Segundo ela, o país sediou no ano passado duas rodadas de negociações sobre o programa nuclear do Irã, o que demonstra a tentativa italiana de preservar interlocução diplomática mesmo diante da deterioração do cenário internacional.
Meloni classificou a crise envolvendo Teerã como um dos momentos mais complexos da política global recente e pediu que a oposição italiana se una ao governo na defesa dos interesses nacionais diante do novo cenário geopolítico.
Energia e efeitos econômicos da guerra
Outro ponto destacado pela premiê foi o impacto da guerra sobre o mercado internacional de energia. Segundo ela, o governo italiano monitora possíveis movimentos especulativos diante da disparada de preços provocada pela tensão no Oriente Médio.
Meloni afirmou que o Executivo poderá adotar medidas contra empresas que estejam lucrando de forma abusiva com a crise energética. Entre as possibilidades avaliadas está o aumento da taxação sobre companhias do setor.
A declaração ocorre em um momento em que países europeus enfrentam pressão para definir seu grau de envolvimento político e militar no conflito, enquanto lidam com os efeitos econômicos da instabilidade internacional.




