Na próxima quinta-feira (01/09) a filósofa Marina Martinelli promove o lançamento de seu primeiro livro, “O sonho acordado é que é realidade”. O evento acontece a partir das 17h30 no Café & Arte, em Barão Geraldo, com entrada franca. Na ocasião, o livro estará a venda por R$ 15,00.
“O sonho acordado é que é realidade”, que sai pela editora Livre Expressão, reúne poemas e reflexões filosóficas escritos por Marina desde a infância. A autora – que participa das atividades do Ponto de Cultura Maluco Beleza e da Oficina de Vitral do Cândido Ferreira – conta que demorou um mês para selecionar o conteúdo do livro, mas a obra é resultado de um longo trabalho.
Tudo começou com um poema que Marina escreveu aos 6 anos. Apesar de até então nunca ter tido contato com a poesia japonesa, a produção da menina chamou a atenção por sua semelhança com os haicais: breves e sintéticos poemas tradicionais originários do Japão. Posteriormente, ela descobriu o Realismo alemão e passou a ter como maior influência o escritor Johann Goethe. De maneira geral, a obra de Marina tem como referência o amor: “amor pela vida, pelas pessoas, o amor vivenciado em carne”, nas palavras da autora.
A próxima obra de Marina será uma ficção que terá como cenário o Serviço de Saúde Dr. Cândido Ferreira. Recentemente, ela vem criando os personagens do livro, com base nas experiências que tem como participante da Oficina de Vitral e do Ponto de Cultura Maluco Beleza.
Abaixo, três poemas presentes no livro.
Outono
Hoje choveu e ventou um pouco,
De manhã, frio,
À tarde, calor,
De noitinha, frio
Os jardins e as árvores
Ainda estão com flores.
E as flores vão morrer.
A chegada do grande amor
Em um susto e cá está ele
Trépido e faceiro
O amor verdadeiro
Novidades no ar
Muito mais próximo do que se imaginava
Nada do que se assombrar
Toca o coração de uma forma delicada
Então vem a conversa
Acordos de comparsa
Coincidências e similitudes diversas
É o anjo bom passando e dizendo: “deveras!”
Até que vem o beijo, palavra vazia
A ação que se sobrepõe materialmente
Finalmente, o anel que se esguia
Ardentemente, até o final dos dias.
Trecho do poema “Noite”
O ócio de meu sangue
Dispersa-me os sentimentos
Neste momento infame
Abafando-me os movimentos
Numa cólera amortizante
Num sonho fervilhante
Mundo disperso
Ares de ilusão
A fuga me desperta
Uma vasta imensidão
De amor
De vida
De fadiga