Laudo médico deve embasar decisão de Moraes sobre pedido urgente da defesa
A Polícia Federal realizou nesta quarta-feira uma perícia médica no ex-presidente Jair Bolsonaro, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito de um pedido apresentado pela defesa para autorização de cirurgia e análise de eventual concessão de prisão domiciliar humanitária. O resultado da avaliação deve ser encaminhado ao Supremo até a próxima sexta-feira.
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A perícia foi ordenada após Moraes considerar insuficientes os exames apresentados inicialmente pelos advogados, por não serem recentes. Diante da negativa, o ministro determinou que a Polícia Federal avaliasse o estado de saúde do ex-presidente em prazo de até 15 dias, o que acabou sendo antecipado após nova manifestação da defesa.

No sábado anterior à perícia, Moraes autorizou que um médico indicado pela defesa realizasse um exame de imagem nas dependências da Polícia Federal. A ultrassonografia, feita no domingo, apontou a existência de hérnias inguinais bilaterais, confirmando diagnóstico já apresentado em relatórios médicos anteriores.
Segundo a defesa, o quadro clínico de Bolsonaro teria se agravado nas últimas semanas, com intensificação de dores e desconforto na região inguinal. Os advogados sustentam que crises frequentes de soluço estariam elevando a pressão abdominal, o que agravaria as hérnias e exigiria intervenção cirúrgica imediata.
Além da autorização para a cirurgia, a defesa também insiste na análise do pedido de prisão domiciliar humanitária, argumentando que o estado de saúde do ex-presidente seria incompatível com o regime de cumprimento da pena. A decisão do Supremo deve levar em conta o laudo da perícia realizada pela Polícia Federal e os exames de imagem recentemente anexados ao processo.




