Grupo articulava ataques durante manifestação no centro do Rio e espalhava conteúdo de radicalização
A Polícia Civil apreendeu bombas de fabricação caseira e outros materiais com integrantes de um grupo investigado por planejar atentados durante uma manifestação marcada para as 14h desta segunda-feira (2), em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, na capital fluminense. A ação ocorreu no mesmo dia do protesto e resultou no cumprimento de mandados em diferentes regiões do estado.
<Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp
A operação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na cidade do Rio, na região metropolitana e no interior. As investigações apontam que o grupo, que se autodenominava “Geração Z”, utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para organizar manifestações com caráter antidemocrático e preparar ações violentas de forma coordenada.

De acordo com a apuração, os integrantes compartilhavam conteúdos voltados à radicalização e ao confronto, além de orientações detalhadas para a confecção de artefatos incendiários improvisados. Entre os materiais apreendidos estavam coquetéis molotov, bombas caseiras produzidas com bolas de gude e pregos, bandeiras e panfletos com mensagens genéricas contra a corrupção e críticas a instituições e governantes, sem indicação direta de nomes ou partidos.
Inicialmente, a operação previa o cumprimento de medidas cautelares contra quatro investigados. No entanto, informações levantadas ao longo da manhã levaram à identificação de outros 13 envolvidos, o que motivou a ampliação da ação com autorização judicial para novos mandados no mesmo dia.
As investigações indicam que os alvos exerciam papel ativo na articulação do grupo, incentivando diretamente a prática de atos violentos e direcionando as ações planejadas, incluindo a escolha de um ponto considerado sensível do cenário político do estado para a execução do ataque.
Em paralelo, ações de segurança em outros estados também avançaram nesta segunda-feira. Em São Paulo, 12 pessoas foram presas sob suspeita de planejar um atentado durante uma manifestação prevista para a tarde na Avenida Paulista, indicando atuação simultânea de grupos com métodos semelhantes.
Os investigados no Rio são apurados por incitação ao crime, associação criminosa e posse, fabricação ou preparo de artefato explosivo ou incendiário. O material apreendido passará por perícia, e as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e a extensão da atuação do grupo em âmbito nacional.




