Cerca de 200 famílias estão vivendo há pouco mais de dois meses entre escombros de casas demolidas, entulho e lixo gerados pela derrubada de casas desapropriadas na zona sul de São Paulo pelo Metrô. As demolições estão sendo feitas na margem da avenida Jornalista Roberto Marinho, para limpar um terreno que será ocupado pela Linha 17-Ouro do Metrô, obra que faz parte do planejamento do governo paulista para a Copa do Mundo de 2014.
De acordo com o plano de trabalho da obra, serão removidas do local cerca de 400 famílias das favelas Buraco Quente, Comando e Buté. O terreno, ocupado por seus residentes há 40 anos, é público. Por tratarem-se de famílias em condição de vulnerabilidade social, o governo paulista oferece uma indenização para quem for removida. O valor vai de R$ 43 mil a R$ 85 mil, de acordo com o Metrô.
As desapropriações começaram há pouco mais de dois meses. Cerca de metade daqueles que serão desapropriados já deixaram suas casas. Assim que uma casa é desabitada, o Metrô promove a demolição parcial do imóvel, para evitar nova ocupação. Os escombros, porém, não são removidos.
Assim, as cerca de 200 famílias que ainda habitam o local, ou por não terem concordado com a indenização proposta, ou por aguardarem a sua vez no processo de desapropriação, estão vivendo entre escombros que remetem a um bairro sob bombardeio. Na região, crianças estão circulando entre vigas metálicas retorcidas e paredes parcialmente demolidas.
O Metrô informa que a Coordenadoria de Atendimento à Comunidade-CAC está à disposição das famílias que necessitarem de acompanhamento ou apoio durante o processo de desapropriação.. A Coordenadoria atende nos telefones 11 3111-8555/ 8559/ 8742 e 8565, no horário comercial, e pelo site www.metro.sp.gov.br/fale conosco.




