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terça-feira, maio 12, 2026
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R$ 545 milhões sob suspeita em contratos do prefeito Ricardo Nunes

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Repasses milionários a empresas interligadas acendem alerta sobre possível direcionamento de contratos e conflito de interesses na gestão Ricardo Nunes (MDB) na capital paulista

O movimento foi interpretado nos bastidores como tentativa de contenção de danos diante do avanço das suspeitas dentro da própria administração municipal.Foto Marcelo Camargo/Age3ncia Brasil

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) está no centro de uma investigação que apura o repasse de ao menos R$ 545 milhões, entre 2022 e 2026, a 15 empresas e ONGs com vínculos administrativos e fiscais entre si, contratadas para eventos como Carnaval de Rua, Natal Iluminado, Virada Esportiva e programas de saúde na capital paulista. As suspeitas vieram à tona após a demissão de dirigentes da SPTuris e envolvem possível direcionamento e simulação de concorrência em contratos públicos.

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As apurações internas começaram em fevereiro de 2026, depois da exoneração de Gustavo Pires, então presidente da SPTuris, e de Rodolfo Marinho, secretário-adjunto de Turismo. O movimento foi interpretado nos bastidores como tentativa de contenção de danos diante do avanço das suspeitas dentro da própria administração municipal.

Estrutura empresarial sob investigação

Relatórios da Controladoria-Geral do Município de São Paulo indicam que a empresa MM Quarter aparece como eixo central das contratações. Segundo os técnicos, a companhia era controlada por Rodolfo Marinho por meio de procuração, mesmo após assumir cargo público, o que, em tese, pode configurar conflito de interesses e violação de regras administrativas.

A investigação também aponta indícios de uma “sociedade oculta” entre Marinho e Nathalia Carolina da Silva Souza, registrada como proprietária formal da MM Quarter. Outras empresas citadas, como ASA e Mundo Melhor, teriam relação indireta com o mesmo grupo, compartilhando fornecedores, estruturas administrativas e até endereços comerciais.

Esse entrelaçamento levanta a hipótese de que contratos públicos tenham sido fragmentados ou direcionados a um mesmo núcleo empresarial, prática que pode mascarar a real concorrência e inflar custos. Ao todo, foram analisados 34 contratos e 57 aditivos, com repetição de prestadores de serviço e padrões semelhantes de execução.

Possível uso político e pressão interna

Nos bastidores da política paulistana, a investigação é vista também como um potencial instrumento de pressão dentro da própria gestão municipal e entre aliados do MDB. Interlocutores avaliam que o caso pode atingir não apenas operadores técnicos, mas também estruturas políticas que orbitam a organização de grandes eventos — setor historicamente estratégico por concentrar alto volume de recursos e visibilidade pública.

Há ainda o risco de desdobramentos judiciais e administrativos, dependendo das conclusões da CGM e de eventual atuação do Ministério Público. Especialistas ouvidos reservadamente apontam que, se confirmadas as irregularidades, o caso pode revelar um modelo de contratação recorrente, com impactos diretos na transparência e na competitividade das licitações.

Até o momento, os citados não tiveram suas manifestações detalhadas divulgadas nos relatórios públicos da investigação. O espaço segue aberto para posicionamentos oficiais.

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