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quarta-feira, março 4, 2026
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Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica abre inscrições para sua 10ª edição

Data:

Concurso promovido pelas ONGs Conservação Internacional e SOS Mata Atlântica recebe reportagens nas categorias Impresso e Televisão. As matérias devem ter sido publicadas ou veiculadas entre 1º de abril de 2009 e 31 de março de 2010 e enviadas por correio até 26 de abril.

 

A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica – uma parceria entre as ONGs Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica – está com inscrições abertas para a décima edição do Prêmio de Reportagem sobre a Biodiversidade da Mata Atlântica, que tem como objetivo promover o jornalismo ambiental no Brasil, incentivar a produção de reportagens sobre o assunto e reconhecer a excelência profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais nas categorias Impresso e Televisão. O concurso, que tem patrocínio, no Brasil, do Bradesco Capitalização e apoio do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais (IFEJ), terá as inscrições abertas até 26 de abril pelo site www.premioreportagem.org.br, por e-mail ou correio, sendo que as reportagens devem ter sido publicadas ou veiculadas no período de 1° de abril de 2009 a 31 de março de 2010. “Como os trabalhos finalistas das edições anteriores ficam disponíveis no site do concurso, eles podem ser utilizados como ferramentas de educação ambiental. E, assim, o Prêmio tem ajudado a promover a interação entre estudantes e profissionais do jornalismo interessados em meio ambiente como uma das mais importantes premiações do jornalismo ambiental brasileiro”, afirma Marcele Bastos, coordenadora de Comunicação da CI-Brasil e do Prêmio no Brasil.
Podem se inscrever jornalistas da imprensa escrita e televisiva brasileira, residentes no Brasil, empregados ou free-lancers, exceto correspondentes brasileiros no exterior. Cada um pode concorrer com até três reportagens e, no caso de trabalhos em equipe, um jornalista deve ser o representante, podendo inscrever em seu nome também até três reportagens. Para matérias feitas em séries especiais exibidas em vários dias, cada uma delas equivale a uma inscrição. As reportagens de TV devem ser gravadas em DVD e ter sido exibidas no contexto de programas jornalísticos, documentários ou de variedades, transmitidas pela televisão aberta ou por assinatura, operando em território nacional. “A cada ano sentimos a evolução na qualidade das reportagens inscritas, prova de que os jornalistas estão aprimorando seu papel de colaborar com a sensibilização da sociedade para a conservação da Mata Atlântica”, ressalta Ana Ligia Scachetti, diretora de Comunicação da Fundação SOS Mata Atlântica.

As matérias inscritas para a categoria Impresso devem ter sido publicadas em jornais ou revistas e ter entre 300 e 5.000 palavras. Matérias publicadas exclusivamente na Internet e em boletins informativos não serão aceitas. Os jornalistas devem enviar um exemplar da reportagem publicada (original ou cópia) e uma cópia em documento em formato tipo Word. O vencedor do primeiro lugar em cada uma das categorias irá participar de um evento internacional de conservação ou jornalismo ambiental. Os segundos e terceiros colocados em cada categoria receberão R$ 5.000 e R$ 2.500, respectivamente.

As reportagens devem tratar de regiões ou temas relacionados à Mata Atlântica. Mais de 20 temas podem ser inscritos, desde pesquisas científicas e seus resultados até sustentabilidade nas práticas agrícolas. O júri é formado por profissionais das áreas de comunicação e conservação ambiental, sem a participação de representantes das instituições organizadoras. Para a inscrição, o jornalista ou equipe deve preencher um formulário de inscrição em papel ou pela internet para cada reportagem submetida; nesse último caso, o concorrente não se exime de enviar matérias e provas de publicação e veiculação pelo correio, juntamente com uma cópia impressa do formulário, preenchida e assinada.

Para chegar aos vencedores, o júri de cada categoria faz uma avaliação da matéria por meio do website do Prêmio em uma área exclusiva (para a categoria Impresso) e assistindo todas as reportagens inscritas no concurso em DVDs compiladas especialmente para o processo de avaliação (para a categoria Televisão). Para os dois casos, são atribuídas notas de 0 a 10 em cinco critérios para a categoria Impresso (estilo, conteúdo informativo, fontes, “digestão” da informação e tema) e quatro para a categoria Televisão (imagens e edição, conteúdo informativo e texto, fontes e entrevistas e tema).

Principais Resultados do Prêmio

Nessas 10 edições, o Prêmio já recebeu mais de 587 inscrições na categoria Impresso e 259 na categoria TV, inaugurada em 2004 e exclusiva do Brasil. Com a premiação aos jornalistas vencedores – participação em um evento internacional de conservação ou jornalismo ambiental – o Prêmio de Reportagem visa promover a  troca de experiência com profissionais de outros países, onde o Prêmio também é realizado, e mostrar para o Brasil importantes iniciativas que ocorrem no mundo e que podem ser replicadas no País. “Ir ao México e participar do Wild 9 foi como ser premiada umas dez vezes: além de entrar em contato com os melhores fotógrafos de conservação do mundo, assistimos encantados aos shows de imagens da natureza e pudemos conhecer um pouco da península de Yucatán, seus cenotes e ruínas maias. E, no meu caso, ainda tive a grata surpresa de receber o prêmio América Latina” afirma Liana John, vencedora da Categoria Impresso em 2009, com a matéria “Araçaris, os restauradores da Mata Atlântica”, publicada na Revista Terra da Gente (SP), em abril de 2008 e também vencedora do concurso Latino-Americano, realizado no congresso no qual os vencedores usufruíram da premiação.

Em 2009, o Prêmio teve 70 inscrições na categoria Impresso e 45 na categoria Televisão, que teve como vencedor o programa “Um Pé de Quê?”, produzido por Estevão Ciavatta e equipe, veiculado em setembro de 2008 no Canal Futura. Como premiação, ambos ganharam a participação no Congresso Mundial de Áreas Silvestres, que aconteceu em Mérida, no México, em novembro de 2009.

Na Categoria Impresso, o segundo lugar ficou com Manoel Dirceu Martins, pela reportagem “Sem a espada da dúvida”, publicada na revista Terra da Gente. O terceiro lugar ficou com Sérgio Adeodato, pela matéria “O colecionador de mariposas”, da revista Horizonte Geográfico.

Na categoria Televisão, o segundo lugar ficou com Evandro Siqueira, com a reportagem “Na trilha dos palmiteiros” – exibida pelo programa Fantástico da TV Globo. A matéria “Áreas degradadas”, apresentada por Luciano Moreira dos Santos no programa Planeta Minas Meio Ambiente, da Rede Minas de Televisão, ficou em terceiro lugar.

Mais informações sobre o Prêmio e regulamento completo em www.premioreportagem.org.br.

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