Sistema deve provocar chuva intensa, ventos fortes e risco de granizo no fim de semana
O primeiro ciclone extratropical de 2026 deve se formar nos próximos dias e provocar uma sequência de temporais nos estados do Sul do Brasil, com maior impacto entre sexta-feira e domingo. O fenômeno se origina a partir de uma área de baixa pressão que se intensifica entre o Paraguai e o norte da Argentina e, na madrugada de sábado, dá origem ao ciclone entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul.
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Ciclones extratropicais são sistemas meteorológicos caracterizados por baixa pressão atmosférica organizada em diferentes níveis da atmosfera, capazes de gerar grandes volumes de chuva, ventos intensos e instabilidade generalizada. Apesar do nome, são eventos relativamente comuns na costa das regiões Sul e Sudeste, podendo ocorrer em qualquer época do ano, embora sejam mais frequentes no outono e no inverno.

A previsão indica que, ainda na sexta-feira, o Rio Grande do Sul deve registrar os primeiros efeitos mais severos do sistema, principalmente nas regiões central e oeste do estado. Há expectativa de acumulados elevados de chuva em curto intervalo de tempo, com volumes expressivos concentrados em poucas horas, além de rajadas de vento que podem alcançar patamares elevados.
No sábado, a instabilidade se espalha por todo o território gaúcho e avança sobre Santa Catarina e Paraná. Temporais são esperados durante a madrugada nas regiões oeste catarinense e paranaense, com posterior disseminação das chuvas para todas as áreas dos dois estados ao longo do dia. As pancadas devem ocorrer de forma intensa e acompanhadas por ventos fortes.
No domingo, o cenário de instabilidade persiste, com previsão de chuvas fortes e contínuas nos três estados da região Sul. O deslocamento do ciclone para o leste ocorre a partir do fim do domingo, quando o sistema passa pelo extremo sul do Rio Grande do Sul e começa a perder influência direta sobre o território brasileiro. Na segunda-feira, a tendência é de afastamento em direção ao oceano, reduzindo gradualmente os efeitos sobre o clima no país.
Os principais riscos associados ao fenômeno incluem alagamentos, enxurradas, queda de árvores, destelhamentos e possibilidade de granizo, especialmente nas áreas mais atingidas pelos temporais. A formação do ciclone no início do ano chama atenção pelo potencial de impactos em um período tradicionalmente marcado por calor intenso e chuvas convectivas, reforçando a necessidade de monitoramento constante das condições meteorológicas na região Sul.




