O Ministério Público do Trabalho mediou mais uma tentativa de conciliação entre a Santa Casa de Campinas e o Sindicato dos Empregados da Saúde na. Na audiência, os representantes do hospital garantiram que não haverá desconto nos salários em relação aos dias parados.
A Santa Casa afirmou já ter pago 50% dos salários atrasados, e que está atendendo à orientação do MPT ao dar prioridade aos menores salários. O sindicato rebateu a afirmação, dizendo que a instituição está utilizando como base o menor saldo devedor.
Quanto à jornada dos empregados, o hospital disse ter desligado o relógio de ponto para que haja o registro manual dos horários de expediente; dessa forma, se tem a noção exata do número de pessoas trabalhando. “É um alívio saber-se que a Irmandade reconhecendo o fiel cumprimento do determinado pelo Ministério Público declara não descontar dos trabalhadores os dias de paralisação”, afirmou o sindicato. A Santa Casa deve juntar nos autos o controle manual de jornada.
A entidade sindical disse estar cumprindo o percentual mínimo de pessoas do quadro no atendimento à saúde e que pretende processar a Santa Casa por danos morais e materiais coletivos.
Nenhuma das partes ingressou com ação de dissídio coletivo para que a greve seja julgada. Questionados pelo procurador Claude Henri Appy, representantes do hospital disseram que pretendem ajuizar a ação.
A pedido das partes, haverá outra audiência no próximo dia 3 de novembro na sede do MPT. Até lá, o movimento grevista continua.




