Saúde de Campinas reforça medidas contra dengue no Centro e mais dez bairros

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Secretaria divulga material semanal para intensificar orientações à população sobre as medidas de prevenção à dengue e ampliar a comunicação sobre trabalhos feitos por agentes nas regiões. Foto Fernanda Sunega/PMC

A Secretaria de Saúde de Campinas publicou nesta quinta-feira, 6 de fevereiro, a quinta edição do Alerta Arboviroses em 2025, que mostra o Centro e mais dez bairros com alto risco de transmissão da dengue.

O boletim foi produzido em formato para orientar sobre o combate ao mosquito Aedes aegypti, vetor da doença, e ampliar a comunicação com moradores das áreas que passam a receber ações intensificadas para eliminar criadouros.

A publicação semanal integra a série de novas iniciativas e estratégias da Prefeitura para enfrentamento à dengue em 2025. As áreas com alto risco de transmissão são:
 

  • Leste: Centro;
     
  • Noroeste: Vila Perseu Leite de Barros e Parque Floresta;
     
  • Norte: Vila Boa Vista;
     
  • Sudoeste: Jardim Capivari, Jardim Alvorada e Jardim Novo Campos Elíseos;
     
  • Sul: Vila Mimosa;
     
  • Suleste: Vila Georgina, Vila Ipê e Jardim Amazonas.



A Saúde considera uma série de indicadores para elaborar o material, entre eles, incidência de casos, eventual registro de nova transmissão, necessidade de reforçar trabalhos por conta da quantidade de imóveis sem acesso, densidade populacional, e a comunicação sobre ações dos agentes. No comparativo com a semana anterior, um bairro permanece na lista para continuidade dos trabalhos nos próximos dias: Vila Boa Vista.

É importante ressaltar que o alerta também se aplica aos bairros menores que estão no entorno das regiões indicadas no material. Com isso, moradores das proximidades devem permanecer atentos e adotar medidas para combater o Aedes. As orientações valem ainda para toda cidade, incluindo bairros listados na semana anterior e que saíram desta edição.

Relatório parcial indica que 52% dos espaços deixaram de ser trabalhados por estarem fechados, desocupados ou até mesmo em virtude de recusa dos moradores aos agentes no ano passado. Em 2022 e 2023 os percentuais foram, respectivamente, de 48% e 49%.

As visitas são feitas, principalmente, por funcionários da empresa Impacto Controle de Pragas. Os agentes usam camiseta laranja com gola careca e logo da empresa silkado, enquanto o líder da equipe veste blusa verde com as mesmas características. Todos vestem calça na cor cinza, e têm crachá de identificação. Já voluntários de mutirões usam colete na cor laranja com a identificação e a frase “Campinas contra o mosquito”.

Dúvidas sobre a identidade dos participantes podem ser esclarecidas pelo telefone 156 (de segunda a sexta) ou com a Defesa Civil pelo telefone 199 (fins de semana e feriados).


O que já foi feito?


Entre 1º e 27 de janeiro foram realizadas as seguintes ações:
 

  • Controle de criadouros: 82.230 visitas a imóveis;
  • Nebulização: visitas a 17.894 imóveis;



Já durante o ano de 2024 ocorreram:
 

  • Controle de criadouros: 1.707.884 visitas a imóveis;
  • Nebulização: visitas a 286.993 imóveis;
  • Mutirões: 21;
  • Mais de 250 escolas trabalharam o tema, com 63 mil crianças e famílias impactadas;
  • 98,5 mil toneladas de resíduos retirados em ações;
  • 250 servidores brigadistas;
  • 300 servidores capacitados;
  • 15 ações de fiscalização integrada;
  • Chatbot dengue (até 06/01/25): 49.078 pacientes foram acompanhados e 16.428 reencaminhados aos serviços de saúde para novas orientações;
  • 36 lideranças de bairros capacitadas;
  • 41 capacitações em manejo do paciente suspeito de dengue para equipes de enfermagem e médica;
  • 77 capacitações para agentes comunitários de saúde;
  • 35 reuniões e visitas técnicas em serviços de saúde;
  • 153 ações de educação em saúde para profissionais e serviços de saúde.

Estatísticas e assistência

Desde 1º de janeiro Campinas já registrou 421 casos confirmados de dengue e nenhuma morte. Os dados foram atualizados pela secretaria até segunda-feira, 3.

A pessoa que tiver febre deve procurar um centro de saúde imediatamente para diagnóstico clínico. Portanto, a Saúde faz um apelo para que a população não banalize os sintomas e também não realize automedicação, o que pode comprometer a avaliação médica, tratamento e recuperação. Já quem estiver com suspeita de dengue ou doença confirmada e apresentar sinais de tontura, dor abdominal muito forte, vômitos repetidos, suor frio ou sangramentos deve buscar o quanto antes por auxílio em pronto-socorro ou em UPA

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