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terça-feira, fevereiro 3, 2026
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STM analisa perda de patentes e pode redefinir local de prisão de Bolsonaro e generais condenados

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Processo no tribunal militar abre debate sobre permanência de réus em instalações das Forças Armadas

O início da análise, pelo Superior Tribunal Militar, dos pedidos de perda de postos e patentes de Jair Bolsonaro e de outros quatro réus condenados no julgamento da trama golpista reacendeu discussões internas sobre a situação carcerária dos envolvidos. A eventual expulsão das Forças Armadas pode provocar mudanças no local onde eles cumprem pena atualmente.

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O ex-presidente está detido no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Já os generais Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Oliveira cumprem prisão, respectivamente, na Vila Militar, no Rio de Janeiro, e no Comando Militar do Planalto, em Brasília. A permanência nessas unidades está diretamente relacionada ao vínculo funcional com as Forças Armadas e ao posto que ocupavam.

Caso o STM confirme a perda de postos e patentes, a base legal para a manutenção dos condenados em instalações militares ou policiais deixa de existir. Foto Marcos Correa/PR

Caso o STM confirme a perda de postos e patentes, a base legal para a manutenção dos condenados em instalações militares ou policiais deixa de existir. Nessa hipótese, caberia ao relator do caso definir eventual transferência para unidades do sistema prisional comum ou outra solução considerada compatível com o perfil dos réus e as normas de custódia.

Impactos institucionais e efeitos financeiros

A análise ocorre em um contexto de forte tensão institucional, com decisões judiciais envolvendo autoridades de alto escalão e repercussão política nacional. Internamente, há avaliação de que qualquer alteração no regime de custódia precisará considerar critérios de segurança, estabilidade institucional e precedentes jurídicos, especialmente por se tratar de um ex-presidente da República e oficiais-generais.

Além do impacto sobre o local de prisão, a eventual expulsão das Forças Armadas também afeta a situação financeira dos militares condenados. No regime militar, a exclusão é acompanhada da chamada “morte ficta”, mecanismo jurídico que equipara o militar expulso ao falecido para fins administrativos. Essa condição implica o encerramento da remuneração do militar, mas não elimina automaticamente o direito de dependentes legais à pensão.

O tema das pensões militares, inclusive em casos de expulsão, permanece em debate no Congresso Nacional, dentro das discussões mais amplas da reforma administrativa. O desfecho no STM pode, portanto, produzir efeitos que vão além do campo penal, com repercussões administrativas, previdenciárias e políticas ainda em aberto.

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