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quarta-feira, março 11, 2026
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Vereador do Rio é preso em operação contra lavagem de dinheiro do Comando Vermelho

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Investigação aponta suposta negociação com traficantes para transformar área dominada pelo crime em base eleitoral

O objetivo da operação, segundo a polícia, é desarticular a estrutura nacional da facção criminosa. O vereador negou todas as acusações Foto Divulgação Redes Sociais

O vereador do Rio de Janeiro Salvino Oliveira (PSD) foi preso nesta quarta-feira (11) durante a Operação Contenção Red Legacy, deflagrada pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro para investigar lavagem de dinheiro e a estrutura financeira da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

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A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), que cumpriram 13 mandados de prisão. Até a última atualização da operação, seis pessoas haviam sido presas e quatro alvos já estavam detidos por outros processos. Entre os presos estão cinco policiais militares.

A investigação também aponta como foragida Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, esposa do traficante Marcinho VP e mãe do rapper Oruam. Outro alvo procurado é Landerson Lucas dos Santos, sobrinho do mesmo traficante.

Suspeita de apoio eleitoral em área do tráfico

Segundo a polícia, a operação busca desmontar a estrutura nacional do Comando Vermelho, apontada pelos investigadores como uma organização criminosa com atuação interestadual e características de cartel.

As apurações indicam ainda possíveis conexões operacionais entre o CV e o Primeiro Comando da Capital (PCC), o que ampliou o escopo das investigações.

No caso do vereador, a polícia afirma ter identificado indícios de interferência política em áreas controladas pelo tráfico com o objetivo de transformar esses territórios em bases eleitorais.

De acordo com a investigação, Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade autorização para fazer campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, região dominada pela facção.

Em troca, segundo os investigadores, o parlamentar teria articulado benefícios para integrantes do grupo criminoso, apresentados publicamente como ações sociais voltadas à população local.

Entre os episódios analisados está a instalação recente de quiosques na região. A polícia aponta que parte dos beneficiários teria sido indicada diretamente por membros da facção, sem processo público transparente.

Influência da cúpula da facção

As investigações também reforçam que Marcinho VP continuaria exercendo influência estratégica dentro da organização criminosa mesmo após quase três décadas no sistema prisional.

Segundo a delegacia especializada, o traficante integra um núcleo descrito como “conselho federal permanente” do Comando Vermelho, responsável por decisões estratégicas da facção.

A polícia afirma ainda que Márcia Gama dos Santos Nepomuceno atuaria fora do sistema prisional como intermediária de interesses do grupo, participando da circulação de informações e articulações entre integrantes da organização e operadores externos.

Defesa

Ao chegar à Cidade da Polícia, o vereador negou qualquer ligação com o crime organizado.

“Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, declarou.

Salvino também afirmou não ter relação com o traficante Doca, negou participação na instalação dos quiosques na Gardênia Azul e disse não conhecer o sobrinho de Marcinho VP citado na investigação.

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