
É preciso acabar com a farsa do Kit Covid e focar no combate à pandemia
Ao longo dos últimos meses, médicos do Centro de Saúde de Sousas estão receitando o Kit Covid para pacientes com suspeita de SARS-COV-2. O fato vem ocorrendo frequentemente, e vem se tornando um protocolo de atendimento aos usuários.
Uma paciente diabética procurou o Centro de Saúde com dor de garganta, preocupada com uma possível contaminação pelo coronavírus. Ela conta que recebeu uma receita com kit Covid. A paciente, que prefere não se identificar, afirma que os remédios estavam sendo receitados para todos os que chegavam com sintomas respiratórios. Ela não tomou os medicamentos, fez o exame, e no dia seguinte, seu resultado foi negativo.
Os remédios receitados pelos médicos vão desde a ivermecitina, azitromicidia, ondasetrona e cenevit zinco. Todos esses medicamentos, além de não curar, podem também trazer reações ao organismo, como arritmia cardíaca, complicações renais, comprometimento da saúde ocular, ou hepatite medicamentosa, entre outros.
Já a coordenadora do Centro de Saúde, Nicole Montenegro informou que, os médicos têm autonomia para receitar e tratar os pacientes conforme sua compreensão.
Mas essa autonomia não dá ao médico o direito de fazer uso de medicamentos que não tenham eficácia. Porém, perante a Justiça Federal, o médico poderá ser objeto em ações cíveis ordinárias, por parte das vítimas, por adotar esse protocolo no tratamento dos pacientes.
Segundo a assessoria da Prefeitura de Campinas, a Secretaria de Saúde informou que este não é o protocolo da Pasta e que não recomenda o uso do kit Covid, no entanto, se trata de conduta médica.
A Associação Médica Brasileira, as dezenas de sociedades científicas e associações federadas e a sociedade brasileira de infectologia, defendem que esses medicamentos sem eficácia contra Covid-19 sejam banidos.
Contrário as orientações dos cientistas e infectologistas, em que o tratamento precoce não funciona, muitos vidas poderiam ter sido salvas nos Distritos.
Até o fechamento dessa edição, Sousas e Joaquim Egídio contabilizaram 2.425 pessoas, que contraíram o vírus da Covid. Desse total, 70 evoluíram para óbito.
O que dizem os médicos dos hospitais
Não existe tratamento precoce contra o vírus do Covid, dizem os médicos que estão na linha de frente do combate à pandemia. “Cada vez mais aumenta o número de pessoas com casos graves de Covid chegando aos hospitais após usarem os medicamentos do kit precoce, que podem esconder os efeitos da doença, retardando os sintomas mais graves da doença e quando a pessoa começa a sentir os efeitos, pode ser tarde demais”.
Cresce venda de medicamentos kit covid
Entre os médicos existe uma meta por mês, a ser atingida na distribuição indiscriminada, de um número de receitas do kit Covid-19. O caso foi denunciado por alguns profissionais, que vêm sofrendo abusos, retaliações, ameaças ou sendo demitidos por não aceitarem aderir à farsa do kit Covid.
Verdadeiro tratamento precoce para Covid
O tratamento precoce de verdade, é a prevenção, o uso de máscara, distanciamento físico, lavar as mãos, evitar aglomerações e locais fechados, testar as pessoas e isolar infectados e contatos próximos.
Os sintomas da Covid
Os principais sintomas do Covid, é o nariz entupido, tosse, febre, dor de garganta e dor no corpo. Quando o paciente apresenta piora, febre alta, falta de ar e nesse estágio deve procurar imediatamente o hospital.
Para que serve as drogas do kit Covid
- Azitromicina – é frequentemente usada no tratamento de infecções respiratórias ou sexualmente transmissíveis.
- Ondansetrona – indicado para o controle de náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia e radioterapia.
- Cenevit Zinco – é indicado como suplemento vitamínico e mineral, auxiliar do sistema imunológico, antioxidante, pós-cirúrgico e cicatrizante, doenças crônicas e convalescença, dietas restritivas e inadequadas.
- Ivermectina – um fármaco usado no tratamento de vários tipos de infestações por parasitas. Entre elas estão a infestação por piolhos, sarna, oncocercose, estrongiloidíase, tricuríase, ascaridíase e filaríase linfática.
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