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sábado, fevereiro 7, 2026
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Auxílio emergencial de Bolsonaro só vale até dezembro

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Quando chegou a pandemia, Bolsonaro queria dar um auxílio emergencial de apenas R$ 200, e foi a oposição, no Congresso, que estabeleceu R$ 600

 

 

 

No momento em que 33 milhões de brasileiros passam fome e as famílias, atoladas em dívidas, são obrigadas a comer restos de alimentos, o PT não poderia ser contra a transferência de algum recurso para diminuir o sofrimento da população. 

Por isso, o partido votou a favor do aumento do Auxílio Brasil e do vale-gás e da ajuda aos caminhoneiros e taxistas, entre outros benefícios aprovados na Câmara dos Deputados, na quarta-feira (14). 

É preciso alertar, porém, que essas são medidas tomadas por um governo que não está preocupado com as pessoas, mas apenas desesperado com a eleição. Tanto é que os benefícios só valem até 31 de dezembro. Depois disso, o povo que se vire, deixa claro Jair Bolsonaro.

O PT defendeu que as medidas fossem permanentes e também se opôs à criação do Estado de Emergência (leia mais abaixo). Porém, a tropa bolsonarista, construída à base de orçamento secreto e outros benefícios nada republicanos, mantiveram os itens como estavam.

 

O jeito certo de cuidar do povo

Quanta diferença entre a forma como Lula e Bolsonaro tratam os trabalhadores e os mais pobres no Brasil! Quando se tornou presidente, Lula disse logo no primeiro dia de governo que sua prioridade era acabar com a fome.

Meses depois, ou seja, muito antes das próximas eleições, lançava o Bolsa Família, um programa tão bem pensado que continuou funcionando mesmo depois dos governos Lula e Dilma e nunca deixou de pagar o benefício a quem tinha direito durante 18 anos.

E não foi só isso. O povo vivia bem e se alimentava direito porque Lula também valorizou o salário mínimo; gerou 20 milhões de empregos com carteira assinada; controlou o preço do gás (o botijão não subiu nem R$ 10 em oito anos); segurou o valor do diesel para não aumentar o frete dos alimentos; apoiou a agricultura familiar para a produção de comida não diminuir; ampliou a merenda escolar e criou restaurantes comunitários.

 

A destruição de Bolsonaro

Bolsonaro fez tudo ao contrário. Logo no primeiro dia de governo, acabou com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), criado por Lula, e passou a desmontar todas as políticas de combate à fome. Depois, deixou o preço dos combustíveis e do gás explodir, congelou o salário mínimo, manteve o desemprego nas alturas, cortou a merenda e os restaurantes comunitários.

Quando chegou a pandemia, Bolsonaro queria dar um auxílio emergencial de apenas R$ 200, e foi a oposição, no Congresso, que estabeleceu R$ 600. Mesmo assim, Bolsonaro logo diminuiu o valor do auxílio e chegou a suspender seu pagamento. E, no fim de 2021, ele ainda acabou com o Bolsa Família e com o auxílio emergencial de uma vez só, abandonando mais de 25 milhões de famílias. 

Eleição e velha política

Passados três anos e meio de completo desgoverno, o Brasil voltou ao Mapa da Fome, as famílias não têm dinheiro para comprar comida e gás, caminhoneiros e motoristas penam com o preço dos combustíveis, as crianças se alimentam mal nas escolas.

Mas, agora, quando faltam só 80 dias para as eleições, Bolsonaro finge que se preocupa com a população com uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para ampliar o Auxílio Brasil, dobrar o vale-gás e finalmente ajudar caminhoneiros e taxistas. Todas medidas que o PT defende há mais de um ano. Quem foi mesmo que prometeu acabar com a velha política?

Bolsonaro acha que conseguirá comprar o voto do povo, mas está enganado, como bem disse Lula, em Brasília, na última terça-feira (12): “Ele poderia ter criado esses auxílios dois anos atrás. Resolveu criar agora para durar seis meses. É como se fosse o vale-sorvete. Você pega, põe na boca, chupa e acaba. Fica só com o palito. Temos que dizer para ele: ‘Se colocar dinheiro na nossa conta, a gente vai pegar, mas o nosso voto não vai ter’”.

 

PT foi contra o Estado de Emergência

Assim, o PT, cuja prioridade sempre foi o povo trabalhador, não se opôs aos benefícios previstos na PEC eleitoreira de Bolsonaro. Mas foi contra a criação do Estado de Emergência, artifício criado pelo governo para justificar as medidas pouco antes das eleições.

A Bancada do PT defendeu que era possível dar os auxílios sem esse item e apresentou destaque para retirá-lo da PEC. Segundo o líder do PT da Câmara, Reginaldo Lopes (MG), o Estado de Emergência permite outras ações ao governo além de dar os benefícios, o que é extremamente perigoso, especialmente quando o presidente toma atitudes golpistas a todo instante.

“Estão utilizando os mais vulneráveis para criar uma espécie de cheque em branco para um governo que nunca respeitou as instituições da República brasileira”, acusou Lopes. A base governista, porém, manteve o texto como estava. Mais uma prova de que o Brasil só retomará o caminho da democracia e da justiça social quando se livrar de Bolsonaro.

 

Da Redaçãocom PT na Câmara e lula.com.br

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