Por: André Monteiro
O Aeroporto Internacional de Viracopos deverá tornar-se o a maior centro cargueiro da América Latina e o maior aeroporto do estado quando seu Plano Diretor for implantado na totalidade. Quando isso ocorrer, Viracopos poderá movimentar anualmente 55 milhões de passageiros, 720 mil toneladas de carga e mais de 400 mil operações de pousos e decolagens.
Viracopos está localizado em um dos mais importantes pólos tecnológicos do país, e hoje é o local dos mais expressivos investimento da Infraero no Brasil. Seu terminal de logística de carga passou por grande desenvolvimento na década de 90, e atualmente possui uma área de mais de 81 mil metros quadrados – enquanto o terminal de passageiros tem 30 mil. Pela ampliação da infra-estrutura, modernização dos processos de movimentação da carga e do desembaraço aduaneiro, desenvolvidos através de parceria junto à Receita Federal, o Aeroporto virou referência em logística no cenário nacional.
Uma característica importante é que, devido sua localização privilegiada, com excelentes condições climáticas, Viracopos tem um dos menores índices de fechamento entre os aeroportos do país, já que sua pista fecha em média apenas oito horas por ano.
A fundação do Aeroporto ocorreu na década de 30, mas a homologação oficial se deu somente em 19 de outubro de 1960. Existem duas versões sobre a origem do nome curioso: a primeira conta que no início do século houve um desentendimento entre o padre do bairro e seus habitantes, e, numa noite de festa, bebedeiras e brigas resultaram na quebra das barracas da quermesse da Igreja e a palavra usada pelo padre nos sermões para se referir ao acontecimento era “viracopos”. Outra versão conta que no sítio hoje ocupado pelo Aeroporto, havia um bar onde tropeiros se encontravam para “virar copos”, descansar e trocar informações sobre viagens. Dessa maneira, “Viracopos” deu nome ao bairro e, posteriormente, ao Aeroporto.
Como medida estratégica para alavancar as exportações brasileiras, Viracopos conta com um projeto de expansão já em fase de implantação: na primeira fase de seu Plano Diretor, que compreendeu o período de 1995 a 2002, a Infraero investiu R$ 87 milhões em obras de readequação e modernização do aeroporto. Na segunda etapa, que compreende o período de 2003 a 2007, o investimento será de R$ 201 milhões, e à medida que a implantação do Plano Diretor avance, os investimentos em obras deverão superar os R$ 300 milhões. O mais importante, porém, é a integração do Plano Diretor de Viracopos com o Plano Diretor do município para que a expansão do aeroporto ocorra em harmonia com o planejamento urbano – trabalho desenvolvido entre a Prefeitura Municipal de Campinas e a Infraero.
A ampliação de um grande equipamento urbano como Viracopos inevitavelmente causa um impacto na região. Este impacto, entretanto, pode se dar de forma positiva, através da atração de investidores, a geração de empregos, a movimentação da economia e o aumento da competitividade de inportadores e exportadores. Os maiores impactos, porém, são os sociais: diversas famílias que vivem no entorno do Aeroporto deverão ter suas casas desapropriadas para a expansão da área.




