PF investiga desvio de emendas e lavagem de dinheiro envolvendo parlamentar do Pará
A Polícia Federal encontrou celulares arremessados pela janela durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão no apartamento funcional do deputado federal Antônio Leocádio dos Santos, o Antônio Doido, do MDB do Pará. A ação ocorreu nesta terça-feira, durante a deflagração da Operação Igapó, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro com recursos públicos.
>> Siga o canal do Jornal Local no WhatsApp
Os aparelhos foram localizados no gramado do prédio funcional e registrados em vídeo pelos agentes. A suspeita é de tentativa de descarte de provas no momento da chegada da Polícia Federal ao imóvel. Além dos celulares, os policiais também apreenderam dinheiro em espécie no apartamento do parlamentar.

Segundo a investigação, o grupo é acusado de desviar verbas provenientes de emendas parlamentares e recursos estaduais por meio de fraudes em processos licitatórios. O esquema envolveria direcionamento de contratos, empresas de fachada e posterior uso do dinheiro para pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.
A Operação Igapó mira parlamentares, empresários e intermediários apontados como integrantes de uma engrenagem criminosa estruturada para capturar recursos públicos destinados a obras e serviços, especialmente em municípios do interior. As diligências buscam reunir provas documentais e digitais para aprofundar o rastreamento do dinheiro e identificar o destino final dos valores desviados.
O deputado Antônio Doido é investigado por suposta participação no núcleo político do esquema. A apreensão de celulares e dinheiro reforçou a linha de apuração sobre tentativa de obstrução das investigações e destruição de provas, hipótese que passou a ser analisada pelos investigadores após a ação no imóvel funcional.
Desvios de Emendas Parlamentares
A Polícia Federal apura se os recursos desviados de emendas parlamentares foram pulverizados por meio de contratos fraudulentos com empresas ligadas a aliados políticos e operadores financeiros. O foco da investigação é identificar beneficiários finais, conexões empresariais e eventuais vínculos com outros mandatos e órgãos estaduais, além de mapear o fluxo do dinheiro usado para pagamento de propinas e lavagem de ativos.




