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sexta-feira, janeiro 16, 2026
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PF aprofunda cerco ao Banco Master em nova fase da operação e prende Fabiano Zettel, pastor e cunhado de Daniel Vorcaro

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Segundo a Folha, Zettel foi preso ao tentar deixar o país em um jato particular rumo a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da operação Compliance Zero para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A ofensiva inclui 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro, e a familiares próximos, além de empresários e investidores que orbitam o sistema financeiro. As medidas também alcançam sequestro e bloqueio de bens que superam R$ 5,7 bilhões.

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A apuração aponta para um fluxo de captação de recursos junto a investidores, aplicação em fundos e posterior desvio para o patrimônio pessoal de Vorcaro e parentes, entre eles o pai, a irmã e o cunhado. Também são alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora Reag Investimentos. Mandados foram cumpridos em São Paulo, inclusive na região da Avenida Faria Lima, e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Operação mira desvio bilionário, disputa institucional e bloqueio de bens acima de R$ 5,7 bilhões. Foto Reprodução

Durante a ação, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Campos Zettel, foi detido de madrugada no aeroporto quando tentava embarcar para Dubai, mas acabou liberado após os procedimentos da operação. Nelson Tanure não foi encontrado em sua residência e teve o celular apreendido quando foi localizado no aeroporto do Galeão, no Rio, prestes a embarcar em voo nacional. A defesa de Vorcaro informou que ainda não teve acesso aos autos e reiterou colaboração com as autoridades; as defesas dos demais citados não se manifestaram.

Video Divulgação PF

O caso se tornou um dos principais escândalos financeiros do país após o Banco Central decretar, em novembro, a liquidação extrajudicial do Banco Master. A medida foi adotada depois de suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília no valor de R$ 12,2 bilhões e de indícios de que a instituição não tinha condições de honrar compromissos. A investigação também mira a emissão de títulos de crédito considerados irregulares, como CDBs com promessa de rendimentos até 40% acima da taxa básica, retorno avaliado como incompatível com o mercado.

A liquidação, porém, abriu uma disputa institucional. O Tribunal de Contas da União determinou inspeção em documentos do processo e questionou possíveis indícios de decisão precipitada. No mesmo período, o Banco Central passou a sofrer ataques digitais que buscariam desacreditar sua atuação. A Polícia Federal apura pagamentos milionários a influenciadores nesse contexto, enquanto a tendência técnica é de que os achados respaldem a decisão da autoridade monetária.

O imbróglio chegou ao Supremo Tribunal Federal no fim do ano passado. O relator determinou sigilo integral dos autos e autorizou diligências, incluindo acareações. A primeira fase da Compliance Zero, em novembro, resultou em sete prisões, entre elas a de Vorcaro, detido no aeroporto de Guarulhos quando tentava deixar o país em avião particular rumo à Europa. Ele foi solto dias depois por decisão judicial.

Segundo a investigação, as fraudes associadas ao Banco Master podem alcançar R$ 12 bilhões. A operação desta quarta cumpre 42 mandados, com bloqueio superior a R$ 5,7 bilhões, e amplia o foco sobre conexões familiares, empresariais e financeiras no entorno do antigo controlador da instituição.

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