Celso Amorim diz que Brasil deve se preparar para “o pior” em meio à escalada entre Irã, EUA e Israel

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Assessor de Lula alerta para risco de alastramento do conflito no Oriente Médio

Nos bastidores do Palácio do Planalto, interlocutores avaliam que a crise pode interferir diretamente na pauta bilateral entre Brasil e Estados Unidos Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agencia Brasil

O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (2), em entrevista à GloboNews, que o Brasil precisa se preparar para o pior cenário diante da escalada de tensão envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio. Segundo ele, a morte de um líder em exercício é “condenável e inaceitável” e pode provocar consequências imprevisíveis na região.

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Amorim avaliou que o risco imediato é o alastramento do conflito. Ele destacou que o Irã historicamente mantém influência sobre grupos xiitas em diferentes países e que o aumento vertiginoso das tensões pode ampliar o alcance da crise para além das fronteiras iranianas.

O embaixador informou que ainda conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao longo do dia para tratar do tema. Segundo ele, a situação internacional exige equilíbrio diplomático, especialmente diante da possibilidade de encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para ocorrer em Washington entre 15 e 17 de março, embora a agenda ainda não esteja confirmada.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, interlocutores avaliam que a crise pode interferir diretamente na pauta bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Amorim afirmou que manter a capacidade de diálogo sem comprometer a credibilidade internacional do país exige cautela.

O governo brasileiro já divulgou nota por meio do Ministério das Relações Exteriores manifestando preocupação com a escalada militar e pedindo a interrupção das ações no Golfo. O texto aponta que o agravamento do conflito representa ameaça à paz e à segurança internacionais, além de potenciais impactos econômicos e humanitários.

A posição brasileira ocorre em meio a uma crescente mobilização diplomática internacional para evitar que a crise se transforme em confronto regional de maiores proporções.

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